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Paulo de Morais: “Vai haver segunda volta, não tenham dúvidas”

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José Caria

O candidato que esta tarde passeou pela Costa da Caparica faz um balanço positivo desta primeira semana de campanha e está convencido de que vai à segunda volta “se as pessoas saírem do sofá e do Facebook e forem votar”

José Caria

José Caria

Fotografia

Fotojornalista

A rua continua a não ser grande aliada de Paulo de Morais, que esta tarde percorreu alguns metros do paredão da Costa da Caparica quase incógnito. Apesar disso, o professor universitário compreende que as pessoas estejam “zangadas com a política”, porque ele próprio também o está e candidatou-se “nesse sentido”.

Tirando um ou outro eleitor menos envergonhado, que o reconhece da televisão e faz questão de cumprimentá-lo, não se pode dizer que a passeata junto ao mar tenha sido um sucesso. À semelhança, aliás, dos dias anteriores. Quase sem cobertura mediática, sem bandeiras, carros de apoio com altifalantes ou brindes para oferecer, é difícil fazer com que os cidadãos tirem os olhos do infinito, dos telemóveis ou dos seus acompanhantes.

Mas Paulo de Morais não esmorece, pelo menos aparentemente, e insiste em dizer que a sua candidatura “mais à inglesa do que à portuguesa, tradicional”, está a correr bem, “como esperava”, e que “o balanço é positivo”.

“Permitam-me a imodéstia, mas o que é facto é que tenho conseguido trazer para a campanha um conjunto de temas que não eram comuns em campanhas políticas em Portugal”, diz o candidato portuense que está a “contar com um excelente resultado”.

Aliás, Paulo de Morais está mesmo convencido de que vai haver uma segunda volta. “As pessoas que não tenham dúvidas sobre isso. Há muita confusão e contra-informação nessa matéria, mas isso é comum em Portugal, porque há alguma manipulação da opinião publica”, adverte.

O candidato espera que essa segunda volta seja com ele e, mais uma vez, diz não ter dúvidas de que assim será “se todos os que estão fartos do atual estado das coisas saírem do sofá e do Facebook e forem votar.” E como não está a concorrer “nem para comentador, nem para miss simpatia”, espera que as pessoas percebam o seguinte: “Só como Presidente da República é que conseguirei levar a cabo as medidas que proponho”.

Vocalista dos UHF de acordo com tudo

António Manuel Ribeiro tem sido o cicerone de Paulo de Morais nas ações de campanha pelo distrito de Setúbal. Apoiante empenhado, explica que quando leu o primeiro livro de Paulo de Morais, ficou “impressionado porque estava de acordo com tudo aquilo que ele explica sobre a corrupção, que está visível, que quase faz parte da nossa cultura e que parece ser aceite”.

O vocalista dos UHF explica que teve o primeiro contacto com o candidato através das redes sociais, mas que só o conheceu pessoalmente quando Paulo de Morais foi ver um concerto seu na Casa da Música, no Porto. “Estivemos mais de seis meses para combinar um café e não conseguimos" por causa das agendas, que não encaixavam. Finalmente, quando o músico apresentou o seu livro no Rivoli, iniciaram um diálogo “mais olhos nos olhos” sobre aquilo que os move, “que é um país limpo”.

Quanto ao resultado eleitoral, António Manuel Ribeiro não sabe se vai ser muito acima do que está previsto, mas afirma que para si “o que é importante nesta candidatura é abrir o diálogo e falarmos da corrupção”.

Esta noite, Paulo de Morais volta a realizar um debate, “Desafio e Mudança”, no auditório Moinho de Maré, em Alhos Vedros.

  • Paulo de Morais “evangelizado” em Almada

    Acompanhado por António Manuel Ribeiro, vocalista dos UHF, que é o rosto da sua campanha no distrito de Setúbal, o candidato fez uma caminhada até Cacilhas, com passagem por um mercado biológico e voltou a mostrar-se “confiante num bom resultado”