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Nóvoa: “Saída limpa deixou contas sujas”

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Tiago Miranda

Candidato comentou ainda a possibilidade de Portugal não sair do procedimento de défice excessivo por causa do Banif

Luísa Meireles

Luísa Meireles

(texto)

Redatora Principal

Tiago Miranda

Tiago Miranda

(foto)

Fotojornalista

Sampaio da Nóvoa desta vez não se perdeu em palavras retóricas. Perguntado sobre a possibilidade de Portugal poder não sair do procedimento do défice excessivo por causa do Banif afirmou que, afinal, "a saída limpa deixou algumas contas sujas".

O candidato disse esperar que o Governo consiga dialogar com Bruxelas, considerando que "estamos numa situação difícil" e que espera que "seja possível encontrar as melhores soluções para o Orçamento e para a nossa vida coletiva".

Para Nóvoa, a solução encontrada para o Banif é má, mas "é a menos má de todas as soluções".

Ontem, na capital belga, o ministro Mário Centeno admitiu que a intervenção no Banif, no final do ano passado, coloca "dificuldades na saída do país do procedimento por défice excessivo".

O ex-reitor falava aos jornalistas na Afurada, depois de uma ação de rua nesta vila piscatória junto a Gaia e onde ouviu os pescadores queixarem-se da diminuição das quotas de pesca decidida por Bruxelas.

"Que nos peçam para utilizar os nossos recursos, não há razão para que um povo que quer trabalhar seja obrigado a ficar em casa", afirmou ainda, a propósito do facto dos pescadores desta vila não poderem ir pescar desde setembro último.

Comentário sobre orçamento "só quando ele surgir"

O candidato presidencial referiu igualmente que comentários sobre aprovação ou não do orçamento de Estado, só quando ele surgir.

"Verei a questão do orçamento quando houver, nessa altura estudarei, analisarei e pronunciar-me-ei", disse ele aos jornalistas, num intervalo das suas atividades de rua hoje de manhã. Agora, refere, só "um comentário genérico de confiança de que seja possível organizar um orçamento que possa resultar do novo tempo que se está a abrir em Portugal".