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Presidenciais 2016

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Marcelo: “Estas presidenciais vão marcar uma viragem na nossa vida”

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José Carlos Carvalho

Começou o apelo ao voto. Estas Presidenciais são “um virar de página”, não são para ficar em casa. Marcelo promete conseguir o mais difícil: “O mais difícil é ser moderado e eu serei moderado”

Ângela Silva

Ângela Silva

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Jornalista

José Carlos Carvalho

José Carlos Carvalho

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Fotojornalista

Marcelo vai entrar na fase do combate à abstenção. Como? Valorizando a importância destas presidenciais, que são “muito diferentes” e “vão marcar uma viragem na nossa vida coletiva”.

Numa sessão pública em Leiria, o candidato mostrou-se confiante nas sondagens - “o que tenho sentido confirma os números, sinto uma crescente identificação das pessoas com a minha candidatura” -, mas começou a dramatizar a necessidade de ir votar: "Depois não venham dizer que estão desiludidos”.

E porque é que estas eleições são tão importantes? Porque o momento é muito difícil no país e no mundo e é preciso alguém que una e que, unindo, puxe pelo país. “A primeira página que temos que virar é a da nossas auto estima”. Marcelo propõe-se recriar a esperança e personificar, a partir de Belém, “a procura do que é essencial em detrimento do secundário”.

Essencial, na sua opinião, é fazer consensos, para que o país deixe de ver tudo a mudar de cada vez que muda o Governo.

“Lembramos-nos dos governos provisórios, os portugueses não querem voltar à instabilidade política”, afirmou. Ele promete “um magistério de inclusão”, “sem radicalizar ou dividir o país”.

“O mais difícil é ser moderado. Eu serei moderado”. As palmas ecoaram no anfiteatro do politécnico. Marcelo diz que lhe tem pedido isso: “Faz bem. Não diga mal de ninguém”. Ele compromete-se a “encontrar aquele caminho intermédio que fomenta o diálogo”. E aponta as eleições que espera ganhar como a porta é entrada para “uma nova fase da vida nacional”.

O afeto é o slogan obrigatório desta campanha - hoje, em Leiria, apareceu outro slogan na forma de autocolante - Marcelo é fixe - e o candidato gostou por “lembrar Mário Soares”. Mas a sua mensagem central é outra: ele é o candidato que parte livre dos partidos e assume que “o respeito pelas instituições não chega”. Marcelo quer puxar o país para cima.