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Presidenciais 2016

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Paulo Morais: “Profissionais fardados e armados a ganhar €700/mês põe em causa a segurança do país”

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TIAGO PETINGA / Lusa

Candidato portuense passou a manhã na sua cidade, onde já foi vice-presidente da Câmara, mas no contacto com a população na baixa quase passou despercebido

Paulo de Morais iniciou o quinto dia da campanha presidencial na sua sede, no Porto, onde recebeu dois representantes da Associação Sócio Profissional da Policia Marítima. Depois da reunião, o candidato explicou que foram abordado dois temas.

O primeiro sobre o enquadramento da própria policia que está sob a tutela das forças militares, “o que é estranho”, diz, porque em sua opinião “é uma força de segurança e por isso devia ter estrutura de policia”. Se for eleito Presidente, Paulo Morais promete que vai pedir ao Tribunal Constitucional a avaliação do modelo da tutela.

O outro assunto abordado pelo candidato portuense tem a ver com “a falta de uma estrutura de salvamento da costa portuguesa”. Para Morais “não há um sistema de salvamento na costa marítima, porque o Instituto de Socorros a Náufragos “trabalha das nove às cinco” e, por exemplo, os pescadores “estão abandonados à sua sorte quando pescam à noite”.

Após a reunião, o candidato fez-se à rua acompanhado por Teresa Serrenho, sua mandatária, mas a indiferença da população por estas eleições é tal que o ex-vice-presidente da Câmara do Porto em apenas meia hora subiu a Rua das Flores, depois a Sá da Bandeira, passou pelo mercado do Bolhão e acabou a tomar chá no Majestic, na Rua de Santa Catarina, num percurso em que foram poucos os que pararam para cumprimentá-lo.

Durante a tarde, o candidato do Porto tem agendados encontros com outras associações profissionais das forças de segurança, mas antes aproveitou ainda para afirmar que “não é admissível termos profissionais fardados e armados a ganhar 700 euros por mês”, porque “ganhar tão pouco retira dignidade à profissão e põe em causa a própria segurança do país”.