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Presidenciais 2016

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Marcelo: sistema de avaliação na educação não pode mudar a cada Governo

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José Carlos Carvalho

Governo de António Costa anunciou na semana passada que os cerca de 100 mil alunos que frequentam o 6º ano já não farão os exames nacionais a Português e Matemática. Já os do 2º, 5º e 8º ano passam a ter de realizar obrigatoriamente provas de aferição

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa defendeu esta quinta-feira que o sistema de avaliação no ensino básico e secundário não pode estar sempre a mudar, consoante mudam os governos, e considerou possível haver consenso nesta área.

"Há que haver consenso. E aqui, ainda por cima, não me parece que seja muito um consenso que levante problemas doutrinários ou ideológicos. Não me parece difícil um consenso quanto a um sistema que dure um número mínimo de anos, para ser estável", afirmou o antigo presidente do PSD.

Marcelo Rebelo de Sousa falava durante uma aula de história para alunos do 12.º ano da Escola Secundária Ibn Mucana, em Alcabideche, no concelho de Cascais, inserida na sua campanha para as presidenciais de 24 de janeiro, em resposta a uma aluna que lhe pediu a sua opinião sobre os exames nacionais.

Sem se declarar a favor ou contra os exames, o candidato social-democrata respondeu: "A minha opinião há muito tempo, e acho que o Presidente deve ajudar nisso, é que não pode mudar todos os governos. Não pode mudar o currículo, não pode mudar o programa, não pode mudar o sistema de avaliação".

Na semana passada, o Governo anunciou que os cerca de 100 mil alunos que frequentam o 6º ano já não farão os exames nacionais a Português e Matemática que estavam marcados para Maio. Os do 4º ano já sabiam que também não os iriam fazer. Já os do 2º, 5º e 8º ano passam a ter de realizar obrigatoriamente provas de aferição, que não contam para a nota, mas servem para dar informação à escola, aos professores, pais e alunos sobre o que está ou não a ser aprendido.

José Carlos Carvalho