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Presidenciais 2016

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Henrique Neto diz que Costa já começou a fazer o mesmo que Sócrates

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Marcos Borga

Ainda em campanha pelo distrito de Bragança, o empresário comentou a decisão do Governo de adiar o reembolso ao FMI, caracterizando esta atitude como “empurrar os problemas com a barriga”, que é “típica dos morgados do século XIX”

Henrique Neto considera que o facto do atual Governo ter adiado o pagamento da divida ao FMI “é passar os problemas resultantes da dívida para um futuro tão longínquo quanto possível, isto é, para futuros governos e futuras gerações, que é mais ou menos o mesmo que fizeram os governos de José Sócrates.”

Recorde-se que a decisão de António Costa e Mário Centeno foi de pagar 3,3 mil milhões de euros ao FMI este ano, face aos 10 mil milhões que estavam previstos. Como explicou ontem o Jornal de Negócios, desta forma, “há 6,7 mil milhões que não serão gastos, um montante que o Governo usará para financiar o maior défice por si previsto, graças à mais rápida reposição dos salários da função pública, a diminuição da sobretaxa de IRS, entre outras medidas”. Ou seja, o Executivo vai demorar mais a pagar ao FMI, irá aumentar a fatura dos juros e reduzir a flexibilidade orçamental a médio prazo, mas aumenta essa flexibilidade no curto prazo.

Henrique Neto ressalva que fala apenas com base na informação existente e que não tem dados suficientes para dar uma opinião sustentada. “Os juros são os mesmos ou não? Preferia uma redução de juros, senão isto é empurrar o problema com a barriga”, sublinhou.

Questionado sobre o que faria perante a situação se fosse Presidente da República, foi peremptório: “Passar mais responsabilidades para as futuras gerações cai na categoria das coisas que não aceitarei como Presidente da República, por considerar que é uma decisão irresponsável, dado o nível da dívida do Estado já existente, que coloca em causa a independência nacional e o futuro dos portugueses”. O empresário e militante do PS conclui ainda que esta “é uma atitude típica dos morgados do século XIX português, inaceitável no século XXI.”

Esta quinta-feira a campanha de Neto prossegue por terras transmontanas, mas na sexta-feira o candidato estará em Lisboa de manhã e ao final da tarde em Leiria, onde vai ser feita a apresentação da biografia do candidato.