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Henrique Neto: “Banco de Portugal engana conscientemente os portugueses”

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O frio, quiçá o trabalho e, sobretudo, o desinteresse generalizado não proporcionaram uma boa receção ao candidato em Mirandela

Henrique Neto passou a manhã desta quarta-feira em Mirandela. Acompanhado por uma comitiva de uma dúzia de pessoas, começou o dia às 10h30 numa visita a uma empresa de alheiras e depois fez uma breve incursão no centro da cidade, nomeadamente numa rua de comércio fechada ao transito.

Mas o frio, quiçá o trabalho e, sobretudo, o desinteresse generalizado, não proporcionaram uma boa receção ao candidato. Até os poucos jornalistas presentes fizeram perguntas sobre os assuntos do dia - o debate sobre a reposição das 35 horas semanais e ainda o caso Banif - e partiram para outras paragens.

Sobre o Banif, Henrique Neto repetiu o que já tinha dito, que o Banco de Portugal “não fez o seu papel de regulador” nem foi capaz de intervir a tempo. “Se é um regulador tem de regular e não quando acontecem as desgraças. É preciso prevenir o acidente”, insistiu.

Aliás, para o empresário, o Banco de Portugal “está conscientemente a enganar os portugueses”. Aproveitou para acusar António Costa de não ter sido capaz de ser “rígido” com a União Europeia, como tinha prometido. Antes pelo contrário, “ao primeiro acidente com a UE pôs os portugueses a pagar mais três mil milhões de euros”.

Sobre a discussão das 35 horas de trabalho semanais que o BE e PCP querem fazer entrar já em vigor, Neto diz que “não é isso que vai pôr o comércio a funcionar e as pessoas a terem emprego” e que trabalhar 35 horas ou 40 horas durante seis meses “não é um problema”. “Temos de pensar com três, cinco anos em vista e não a seis meses”, sublinhou.

Com uma carrinha e dois carros de apoio, a caravana seguiu à risca o programa delineado pelo núcleo de apoio de Bragança e foi visitar empresas de fumeiro, azeite e cogumelos, antes da paragem para almoço.