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Presidenciais 2016

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Falou alemão, bebeu poncha e promete abrir o Palácio de Belém ao público: Marcelo na Madeira

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José Sena Goulão / Lusa

O candidato falou alemão com turistas na baixa do Funchal, bebeu poncha em Câmara de Lobos e agradeceu os apoios de Miguel Albuquerque e do PSD Madeira. E esteve ao lado dos líderes do PSD-Madeira e do CDS-Madeira, algo que não aconteceu no Continente com os líderes nacionais

Marta Caires

Jornalista

Marcelo Rebelo de Sousa comparou o papel do presidente da República ao de "um árbitro" num jogo de futebol. A imagem, usada esta quarta-feira na baixa do Funchal, serviu para explicar que, tal como num jogo, tanto poderá apitar contra o clube que está à direita como o que está à esquerda. Assim será a sua actuação em Belém caso seja eleito.

O importante, disse, é ajudar o país a sair da crise, explicou no Funchal, na primeira acção de campanha e onde esteve ao lado dos líderes do PSD-Madeira e do CDS-Madeira. O que no continente tem escusado por concordar com a tese de Pedro Passos Coelho - a campanha presidencial não deve ser contaminada por questões partidárias -, na Madeira aceitou efusivo.

Apesar de insistir que não decide os apoios que recebe, esteve na arruada pelo centro da capital madeirense ao lado dos nomes mais importantes das estruturas regionais do CDS e PSD e ainda ouviu Miguel Albuquerque explicar que, na Madeira, os valores de Marcelo Rebelo de Sousa são os mesmos dos sociais-democratas madeirenses.

Albuquerque acompanhou a arruada, durante a qual, ao parar num mercado biológico, Marcelo Rebelo de Sousa comentou a banana da Madeira, que "é mais pequena e mais saborosa". O candidato entrou em cafés, recebeu abraços e tirou fotografias com turistas, com quem falou em alemão e inglês antes de rumar para Câmara de Lobos.

E foi à porta de um dos bares da poncha que prometeu abrir o Palácio de Belém ser for eleito. A decisão, explicou a um apoiante, terá efeitos a partir da tomada de posse. Quando chegar esse dia, o proprietário do bar onde bebeu uma poncha de maracujá será bem-vindo ao Palácio de Belém.

  • Nasceu no Funchal, mas estudou comunicação social na Universidade Nova de Lisboa. De regresso a casa, iniciou a vida profissional no Jornal da Madeira. Viveu em Joanesburgo e tem um livro de crónicas publicado pela Nova Delphi.