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Presidenciais 2016

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Sampaio da Nóvoa. “Se Portugal estivesse bem, provavelmente não estava nesta candidatura”

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Sampaio da Nóvoa esteve em Viseu, num jantar comício perante mais de 600 pessoas, terminando aquele que foi o primeiro dia de campanha oficial

Tiago Miranda

Sampaio da Nóvoa defende que Portugal precisa de um Presidente com causas, que “junte os portugueses em torno dessas causas”

O candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa enalteceu este domingo o "tempo novo" que Portugal atravessa, de diálogo entre vários partidos, mas reconheceu que se Portugal estivesse bem, provavelmente não se teria candidatado a Belém.

"Se Portugal estivesse bem, provavelmente eu não estava nesta candidatura", realçou num jantar-comício em Viseu perante mais de 600 pessoas, no momento que fecha o primeiro dia de campanha oficial de Nóvoa.

Na sua intervenção, o antigo reitor advogou que Portugal precisa de um Presidente com causas e que "junte os portugueses em torno dessas causas".

Contudo, advertiu que "há alguns" candidatos presidenciais "que querem despachar estas eleições o mais depressa possível, como se fossem uma espécie de televoto na televisão e no final ainda estamos habilitados para um sorteio qualquer", numa alusão - sem referir diretamente o nome - à candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa.

Neste "tempo novo" que Portugal atravessa após as legislativas de outubro e o acordo parlamentar para o executivo do PS, Sampaio da Nóvoa sustenta que o Presidente deve manter uma "cultura de diálogo e compromisso com todas e todos os portugueses".

"Uma cultura em que todos estão incluídos, uma democracia em que todos os partidos contam, em que todos os votos contam", ressalvou.

E prosseguiu: "Temos um país mais empobrecido, mais desigual, menos capaz, e no entanto um país em que as finanças públicas continuam como estão", com uma "saída limpa" do programa da 'troika' que deixou "pontas sujas", casos do Banif.

"Queremos um país diferente deste, uma política diferente desta", vincou, pedindo que o novo caminho a "trilhar" recolha a mobilização dos portugueses por uma "ideia de futuro" por si encabeçada em Belém.

Na sua intervenção, Sampaio da Nóvoa elencou ainda os "quatro D" que pretende combater: desigualdades, desemprego, despovoamento e desperdício.