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Presidenciais 2016

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Maria de Belém faz apelo ao voto e garante dar atenção importante às mulheres

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No arranque oficial da campanha, a candidata presidencial Maria de Belém esteve em Almeirim

MIGUEL A. LOPES / LUSA

A candidata presidencial lembra que não há tempo para “experimentações” e por isso apelou à mobilização. Maria de Belém lembrou ainda que, como mulher, consegue interpretar melhor as “dificuldades acrescidas” que as crises representam para as mulheres

A candidata presidencial Maria de Belém afirmou este domingo, em Almeirim, que o tempo não está para aventuras nem para experimentações e, por isso, fez um apelo ao voto no dia 24 de janeiro.

"Porque o tempo não está para aventuras, o tempo não está para experimentações e o tempo cada vez passa mais depressa e os erros das escolhas não são erros que durem pouco, os erros das escolhas duram sempre pelo menos cinco anos e cinco anos podem fazer toda a diferença na nossa vida pública e coletiva", referiu a candidata à Presidência da República.

Por isso mesmo, a candidata apelou à mobilização e ao voto nas próximas eleições. "Porque ninguém deve escolher por nós antecipadamente, nem a comunicação social", sustentou.

Maria de Belém reafirmou que o seu programa é o cumprimento da Constituição e salientou que, se for eleita, lutará pelo aumento do "prestígio do país".

"Nós precisamos de reganhar o prestígio de Portugal, para nós próprios e nas relações com a União Europeia e relações internacionais", salientou. A candidata afirmou que "a primeira" das suas lutas é precisamente "investir no prestigio e respeitabilidade de Portugal".

Uma segunda área será ajudar a encontrar formas de economia, como a economia social, que ajudem à integração profissional das pessoas e as ajude a serem autónomas e a recuperar a sua integridade.

Atenção importante às mulheres

Maria de Belém garantiu também este domingo, em Almeirim, que vai dar uma atenção muito importante às mulheres que, em épocas de crise, têm mais dificuldades em encontrar emprego e auferem de remunerações mais baixas.

A candidata disse que, como mulher, é também capaz de interpretar melhor as "dificuldades acrescidas" que as crises representam para as mulheres, do que qualquer candidato homem que se apresenta a estas eleições.

Por isso, fez questão de chamar a atenção especificamente para este problema, já que, segundo frisou, as mulheres são quem tem mais dificuldades em se empregar e quando se empregam têm contratos mais precários e remunerações mais baixas. E isto apesar da Constituição consagrar a igualdade de remuneração entre homens e mulheres.

"Estamos aqui para dizer bem alto que essas injustiças têm que acabar porque não são dignificantes, não são aceitáveis e é preciso uma voz forte na Presidência da Republica para dar alento para que estas questões não sejam aceitáveis", sublinhou durante um discurso numa sessão que juntou apoiantes e simpatizantes em Almeirim, distrito de Santarém.

"Ouvir todas e todos"

A candidata disse acreditar que "programa de trabalho não falta para o Presidente da República" e que "não é preciso sair da Constituição mas ser capaz de ouvir todas e todos, conhecer o país" e olhar para "os vários 'portugais' que existem em Portugal para fazer deste um país coeso, desenvolvido e respeitado".

E porque dá muita importância aos "símbolos", Maria de Belém Roseira fez questão de dar hoje o arranque oficial à sua campanha com uma visita à Fundação José Relvas, em Alpiarça, distrito de Santarém, que tem o nome do homem que proclamou a República na varanda dos paços do concelho de Lisboa.

"Mas não se esgota aqui a simbologia deste dia. É que ao juntar quem proclamou a República com a generosidade de quem deixou os seus haveres para dar satisfação às necessidades dos mais frágeis, eu penso que temos aqui um ideário próprio da nossa área de pensamento, o socialismo democrático", frisou.

Depois de visitar um lar de idosos e a casa de José Relvas, a candidata seguiu para Almeirim onde participou numa sessão do cineteatro, onde recebeu o apoio de oito dos 21 presidentes de câmara do distrito de Santarém.