Siga-nos

Perfil

Presidenciais 2016

Presidenciais 2016

Marcelo na terra de Passos: “Líderes partidários na campanha não é bom para ninguém”

  • 333

José Carlos Carvalho

A terra de Passos Coelho recebeu Marcelo com uma tromba de água. O candidato fez charme num café. “Sou demasiado Teresa de Calcutá? Mas o PR deve unir os portugueses”

Ângela Silva

Ângela Silva

Texto

Jornalista

José Carlos Carvalho

José Carlos Carvalho

Fotos

Fotojornalista

Passos Coelho não apareceu em Vila Real - onde em tempos chegou a ir cumprimentar o então candidato presidencial Cavaco Silva -, mas Marcelo acha “lógico”. “Misturar o partidário com candidaturas independentes não é bom para ninguém”, afirmou num café no centro da cidade. “A não mistura tem lógica”.

Vila Real recebeu o candidato debaixo duma tromba de água que o impediu de fazer o previsto passeio pelas ruas. Marcelo não se atrapalhou: refugiou-se num café. Mas os transmontanos têm muito em comum com o líder do PSD - não são de grandes afetos - e o professor teve que andar de mesa em mesa a fazer conversa.

Sempre atento ao boneco para a televisão, Marcelo saltou para dentro do balcão e fez de empregado. Come um bolo - “estou a comer já para não haver segunda volta” -, serve quem está ao balcão e fala aos microfones: “Ele [Passos] sempre disse que não queria intervir. Acho sensato. E ele deve estar a entrar na campanha autárquica em S. João da Madeira, penso que para a semana vai lá. Tem lógica a não mistura.”

Marcelo ouve alguém dizer-lhe que tem que atacar mais os adversários, mas não concorda. “Sei que às vezes sou considerado demasiado Teresa de Calcutá e demasiado suave. Mas eu acho que a função do PR é unir”.

No primeiro dia de campanha oficial, o candidato que vence nas sondagens avança de mansinho. Escolheu um registo atípico e ainda não dá para ver se o balão enche ou não enche.