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Presidenciais 2016

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Marcelo faz-se às cheias e ignora ataques de Nóvoa: “O desafio é coletivo”

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De colete da Proteção Civil vestido, Marcelo Rebelo de Sousa quis ver os estragos das cheias que o rio Tua provocou

José Carlos Carvalho

Foi um ensaio de Presidência Aberta. O rio galgou as margens em Mirandela e Marcelo fez-se 'às cheias' . De colete vestido, ouviu queixas. “Devo observar, ouvir e não falar.” Aos que o atacam, não responde: “Não vale a pena fomentar quezílias porque o desafio é coletivo”

Marcelo diz que não vai fazer as Presidências Abertas ao estilo de Mário Soares, mas hoje ensaiou qualquer coisa parecida. No fim do "comício" (são sessões públicas, a de hoje teria cerca de 200 pessoas) em Mirandela, o candidato quis ir ver os estragos das cheias que a subida do Tua provocou na cidade. E explicou que o seu estilo é de "observar, ouvir e não falar". "Tirei as minhas conclusões, sei que há muitos problemas no litoral, mas não devo falar".

De colete da Proteção Civil vestido e acompanhado do Presidente da Câmara, ainda deixou, no entanto, escapar um comentário quando o autarca lhe disse que em termos de planeamento as coisas estão melhores. "Acha melhores? Eu acho piores!".

Marcelo promete ser um Presidente da República próximo dos problemas das pessoas e diz que o domingo o deixou feliz. Visitou um centro Salesianos de acolhimento de crianças e jovens, entrou no internato, ajudou um miúdo a fazer a cama, aconselhou outro a batizar o pinguim de peluche de Mourinho, e depois, no auditório, fez o discurso do afeto, emblema da sua campanha.

Marcelo ajuda a fazer a cama de um dos jovens internos no centro de acolhimento Salesianos de Mirandela: “Mais do que de proclamações, aquilo de que o país precisa agora é do heroísmo quotidiano”

Marcelo ajuda a fazer a cama de um dos jovens internos no centro de acolhimento Salesianos de Mirandela: “Mais do que de proclamações, aquilo de que o país precisa agora é do heroísmo quotidiano”

José Carlos Carvalho

"Uma campanha para um lugar não pode ser um exercício de confrontação pessoal". Por muito importante que seja o voto, Marcelo recusa-se a responder a Sampaio da Nóvoa que o compara a uma rifa de desfecho incerto. E pergunta se "valerá a pena forjar divisões pessoais quando o essencial é aquilo que nos vai unir daqui a 15 dias, três semanas".

"Não vale a pena fomentar quezílias porque o desafio é coletivo". A sua aposta caso chegue a Belém - Marcelo repete-o todos os dias - é "abrir diálogo, fomentar tolerância, ajudar a resolver problemas". Isto, na sua opinião, "passa por compreender e fazer-se compreender, passa pelo afeto".

Marcelo numa sessão pública (a sua versão de comício), em Mirandela: “Nos anos que se avizinham, a coisa mais importante vai ser o afeto”

Marcelo numa sessão pública (a sua versão de comício), em Mirandela: “Nos anos que se avizinham, a coisa mais importante vai ser o afeto”

José Carlos Carvalho

Nos distritos de Vila Real e Bragança, Marcelo Rebelo de Sousa prometeu atenção aos problemas do interior e elencou desafios: "educação, cultura, criar uma nova mentalidade, criar riqueza, emprego, condições para fixar pessoas, ter noção de pátria".

Nao é coisa pouca. Marcelo diz que "mais do que de grandes proclamações, aquilo de que o país precisa agora é do heroísmo quotidiano".