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Presidenciais 2016

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Edgar Silva diz que Barroso, amigo de Bush e Merkel, vota em Marcelo

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OCTÀVIO PASSOS / LUSA

“Já se sabia que Passos, Portas e Cavaco juntarão o seu voto no caldeirão de Marcelo”, disse o candidato apoiado pelo PCP, considerando que a novidade é o voto de Durão Barroso em Rebelo de Sousa

O candidato presidencial apoiado pelo PCP Edgar Silva salientou este domingo que o antigo presidente da Comissão Europeia Durão Barroso, amigo do ex-presidente norte-americano George W. Bush e da chanceler alemão, Angela Merkel, também vota em Marcelo Rebelo de Sousa.

"Já se sabia que Passos [Coelho], [Paulo] Portas e Cavaco [Silva] juntarão o seu voto no caldeirão de Marcelo. Agora, ficámos a saber que Durão Barroso - aquele mesmo que, abraçando Bush, agrediu o Iraque, o mesmo que, na Comissão Europeia, se uniu a Merkel para esmagar os interesses nacionais - vê em Marcelo o modelo perfeito de Presidente", afirmou, em comício no Porto.

Num Pavilhão Rosa Mota com perto de 4.000 apoiantes, o antigo deputado regional madeirense acusou o ex-presidente do PSD e comentador político, Rebelo de Sousa. "Bem pode disfarçar os seus apoios, proclamar a sua independência, afirmar incómodo com o PSD e Passos Coelho", mas, "ainda há poucos meses", os "apoiou abertamente nas legislativas".

"Dia 24 [de janeiro], terão a resposta dos trabalhadores, dos democratas, dos patriotas de todos os portugueses que não querem ver seu o voto misturado com Portas, Passos, Cavaco ou Durão Barroso", prognosticou.

Incentivado pela palavra de ordem herdada da Coligação Democrática Unitária (CDU), que junta PCP e "Verdes" - "Edgar Avança, Com Toda a Confiança!" - o ex-padre católico apelou à participação eleitoral dos presentes no também conhecido como Palácio de Cristal.

"Marcelo será derrotado porque é necessário repor em Belém quem cumpra e faça cumprir a Constituição, quem não abra espaço a que a política agora derrotada de PSD e CDS recupere o espaço perdido em 4 de Outubro", asseverou, antecipando uma "enxurrada" de "pretensos argumentos, comentários e comentadores, inquéritos e sondagens, apontando para determinismos ou fatalismos quanto ao candidato apoiado pela direita".

Segundo Edgar Silva, a sua candidatura "é a dos que não aceitam a ditadura dos 'eurocratas', dos que não se resignam aos déspotas" que querem Portugal como "serviçal da obsessão do défice e da demais devastadora 'eurocracia'".

"É tempo de assegurar na Presidência da República a presença de quem coloque à frente dos interesses dos mercados, das agências de 'rating' ou do euro os interesses de Portugal e do povo português, do seu direito a decidir, por si próprio, do seu futuro coletivo", defendeu.