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Presidenciais 2016

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Cândido Ferreira propõe redução de penas prisionais com condições

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José Coelho / Lusa

“Uma das causas que acompanhou toda a minha vida e que eu gostaria que os portugueses pensassem bem nela é a causa da dignificação da justiça, a causa da reinserção dos reclusos, porque a prisão (...) é um lugar para que as pessoas possam sair da prisão melhores cidadãos e possam ser reinseridos na sociedade”, declarou este domingo o candidato presidencial em Matosinhos

O candidato presidencial Cândido Ferreira propôs este domingo a redução de penas prisionais, com condições, uma vez que considera que, em Portugal, as “prisões são um fator de exclusão” e as penas são cumpridas em condições “extremamente deficitárias”.

“Uma das causas que acompanhou toda a minha vida e que eu gostaria que os portugueses pensassem bem nela é a causa da dignificação da justiça, a causa da reinserção dos reclusos, porque a prisão não é um hotel de cinco estrelas, não é uma estância balnear, é um sítio onde as pessoas vão ter de pagar pelas suas penas, mas sobretudo é um lugar para que as pessoas possam sair da prisão melhores cidadãos e possam ser reinseridos na sociedade”, afirmou Cândido Ferreira.

À porta do Estabelecimento Prisional Especial de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, ao qual acabou por não ser possível a visita do candidato à Presidência da República devido a um mal-entendido de comunicação, o médico natural de Cantanhede afirmou ser necessária "uma redução das penas, mediante condições, de certas penas, não são todas", já que "custa muito mais ao erário público manter estas pessoas em reclusão do que inseridas na sociedade a produzirem".

Cândido Ferreira opõe-se aos indultos presidenciais por considerar que tem havido "demais no BES, no BPN, na Madeira e por aí fora", mas diz-se "a favor de uma redução de penas condicionada que se o detido vier para a sociedade e fizer qualquer crime então tem de cumprir o resto da pena e até funciona como agravante".

"É preciso que as pessoas saibam que há presos que saem das prisões sem um tostão no bolso, sem sequer o cartão de identidade porque está caducado e são, por vezes, os guardas prisionais com a sua humanidade que lhes dão dinheiro suficiente para poderem chegar às suas terras. Isto passa-se no nosso país e são estes fenómenos que a campanha eleitoral devia discutir", declarou o candidato a Belém.

Cândido Ferreira destacou que "quando as pessoas pensam nos reclusos pensam com ódio, com desdém" e que "é preciso que quem tem valores de esquerda, quem tem valores de humanidade tem que começar desde logo a olhar para as camadas mais excluídas que são precisamente estas".