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Marcelo responde a Costa: “Divide apoios entre Nóvoa e Belém? Grande ajuda que me dá”

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José Carlos Carvalho

“Tenho profunda esperança que os portugueses decidirão em janeiro o que não devem deixar para fevereiro”. Marcelo contraria Costa: “Não há primárias de nada quando se trata do interesse nacional”. Focado no setor social, demarcou-se do PS e colou à direita na defesa das misericórdias e IPSS.

Ângela Silva

Ângela Silva

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Jornalista

José Carlos Carvalho

José Carlos Carvalho

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Fotojornalista

Sem dramas. Marcelo acha “lógico” que António Costa apoie um candidato socialista e viu, por isso, com naturalidade que o líder do PS tenha pedido aos militantes que apoiem Sampaio da Nóvoa ou Maria de Belém. O candidato aproveitou esta divisão à esquerda: “Muito patriótico. Grande ajuda que me dá”, ironizou este sábado, em Coimbra.

Já discorda de Costa quando este puxa pela esquerda para evitar que ele, Marcelo, ganhe à primeira volta. O líder do PS diz que a primeira volta “vai ser as primárias da esquerda”. Marcelo acha que não: “vai ser mas é as secundárias da esquerda”. A sua convicção é que o PS não terá uma segunda oportunidade.

“Tenho a profunda esperança de que os portugueses resolvam já em janeiro o que não devem deixar para fevereiro”, afirmou Marcelo, quando confrontado pelos jornalistas com a mensagem deixada por Costa na reunião da Comissão Nacional do PS. Numa sessão pública com apoiantes, ao fim da tarde, em Coimbra, tentou encerrar o assunto: “Não há primárias de nada quando se trata do interesse nacional. E Portugal deve vencer no dia 24.

Aparentemente tranquilo, Marcelo Rebelo de Sousa dedicou este sábado a visitar instituições de cariz social - primeiro de apoio a pessoas com deficiência mental, depois de apoio a jovens e idosos. E constatou que mantém a popularidade em alta, muito à custa da TV.

“Olha o professor Marcelo. Eu não o perdia ao domingo à noite. Eu e o meu marido. Gosto muito do senhor. É uma pessoa muito forte, muito querida e muito justa”, diz-lhe uma velhota num centro e cuidados continuados em Coimbra. Marcelo rejubila:"Já ganhei o dia. Dê cá dois beijinhos".

O fenómeno de popularidade está em marcha e a campanha arranca com uma aposta forte nos contactos pessoais. Marcelo tem conversa para todos, sejam as pessoas com deficência mental com quem almoçou - “Ó Carlinhos, haverá sobremesa?” -, sejam os idosos que visitou à tarde e com quem cantou o “Coimbra é uma canção e amor e tradição”.

O discurso é o mais envolvente possível, almofadado pelas visitas a instituições sociais: “é na base da solidariedade que se faz uma pátria”.Atacam-no por nem sempre ter defendido o Estado Social? Marcelo responde com os exemplos das instituições privadas que o Estado apoia. E lembra que quando o Estado não pode ir a todas há soluções mistas. É aqui que descola de António Costa e das políticas socialistas.

"Apostar no setor social não é negar a importância do setor público, nem do setor privado, mas reconhecer que o setor social foi crucial durante a crise que vivemos e será decisivo para sair da crise", afirmou Marcelo na sessão pública com que fechou o dia em Coimbra e onde se demarcou claramente do PS que, nesta matéria, acusa a direia de ser assistencialista. Marcelo colou com as teses da sua área política.

Antes, ao falar de Educação na visita a uma Fundação de apoio a jovens e idosos, já tinha lembrado que até Maria Barroso e Sousa Franco eram apoiantes do ensino particular e cooperativo". “Veja-se o Colégio Moderno”. O candidato invoca a família Soares. Eis Marcelo muito atento aos socialistas.