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Presidenciais 2016

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Edgar Silva apelou ao voto nos valores de Abril

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Edgar Silva fez uma visita do Mercado Municipal do Feijó este sábado, onde esteve acompanhado por vários apoiantes

Tiago Petinga / Lusa

"Não seria o primeiro caso em que se lançaram foguetes antes da festa e depois se viram na contingência de juntar as canas", disse o candidato presidencial sobre a corrida a Belém

O candidato presidencial Edgar Silva apelou este sábado ao voto dos portugueses nos valores de Abril nas eleições de 24 de janeiro e lembrou que "em democracia não há vencedores antecipados".

"Não seria o primeiro caso em que se lançaram foguetes antes da festa e depois se viram na contingência de juntar as canas", disse Edgar Silva em Almada, ao ser confrontado com as sondagens favoráveis ao candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS, Marcelo Rebelo de Sousa.

"Em democracia não há vitória antecipada, não há vencedores antecipados, está tudo em aberto. Os resultados conquistam-se, constroem-se, e nós estamos no terreno para construir e conquistar o nosso eleitorado e a nossa base eleitoral. E eu estou confiante", acrescentou.

O candidato comunista falava aos jornalistas no final de uma visita ao Mercado Municipal do Feijó, em que se fez acompanhar por centenas de apoiantes, incluindo o presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas (CDU).

Confrontado com um alegado aumento da agressividade nos últimos dias de pré-campanha eleitoral, Edgar Silva assegurou que não há qualquer "crispação" da candidatura comunista.

"Não há qualquer intenção de crispação. O nosso único propósito é tudo fazer para que as nossas propostas, os nossos compromissos, possam ser apresentados às portuguesas e aos portugueses. Em relação à minha candidatura, compreendo que possa haver uma ou outra preocupação, mas isso é sinal de que estamos no bom caminho", respondeu.

Num município que é um dos principais bastiões comunistas de todo o país, Edgar Silva foi bem recebido e cumprimentou centenas de pessoas, deixando sempre um apelo para que "ninguém falte com o voto nos valores de Abril" e para que os portugueses não fiquem à espera de uma eventual segunda volta das eleições presidenciais.

"Tudo se decide no dia 24. E é no dia 24 de janeiro que temos de mobilizar toda a nossa energia, vontade, criatividade, para trazer todos os homens e mulheres ao voto nos valores de abril. A 24 de janeiro é que se decide da possibilidade da vitória dos valores de abril", disse.