Paco Rabanne, o criador basco famosíssimo pelas suas criações sofisticadas e festivas e, sobretudo, pelos seus acessórios que marcaram os anos setenta - a linha de óculos escuros ou o perfume para homem, por exemplo - recebe aos 76 anos o prémio Nacional de Desenho de Moda, atribuído pela Belas Artes e Bienes Culturais, pela inovação das suas criações que o transformaram numa das marcas fortes do século XX. Paco Rabanne é o segundo galardoado com este prémio - a primeiro edição foi para o estilista Manuel Pertegaz - que tem o valos de 30 mil euros.
Paco Rabanne, que é considerado o criador espanhol vivo mais universal, chama-se, na verdade, Francisco Rabaneda Cuervo. Com cinco anos foi com a mãe - na altura militante e membro da direção do Partido Comunista Espanhol - viver para França, onde estudou belas artes e foi acolhido no mundo da moda pela mão de outro basco, Balenciaga, começando por desenhar acessórios para este criador e também para as casas Givenchy e a Dior.
Em 1963 Paco apresentou a sua primeira coleção, de arrojo inesquecível à época, onde experimentava matérias como o plástico e o alumínio e a partir daí começou a montou o império PC. Hoje, a marca pertence ao grupo espanhol Puig e Rabanne, que neste momento se dedica às suas atividades artísticas, desde 1999 que deixou de fazer alta custura e de participar com as suas criações nos desfiles de moda.