Lisboa, 01 Nov (Lusa) - Acções de solidariedade entraram nas praxes académicas, com os caloiros chamados a doar medula, limpar matas e praias ou correr para fins de beneficência, mas para quem se opõe a esta tradição tudo não passa de marketing.
"É marketing. Na praxe nada é discutido, há uns que estão trajados de negro e mandam os outros fazer o que lhes passa pela cabeça e isso tanto pode ser uma acção de 'caridade' como simular actos sexuais", realça Ricardo Alves, do Movimento Anti-Tradição Académica (MATA).
Na Faculdade de Medicina de Lisboa promove-se a chamada "praxe solidária", que convida os novos alunos a serem dadores de medula; no Instituto Português da Administração e Marketing de Lisboa aposta-se na limpeza da praia e em aulas de surf; e no Politécnico de Bragança chamam-se os caloiros para uma corrida destinada a angariar bens alimentares.