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10:21 Quinta feira, 24 de maio de 2012
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A 34ª edição do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (FIMPV) já foi apresentada. Apesar das dificuldades económicas, o festival vai decorrer de 06 a 21 de Julho
A apresentação do programa da 34ª edição do FIMPV teve lugar no passado domingo, no Auditório Municipal, por Luís Diamantino, Vereador da Cultura, e João Marques, director do FIMPV, no intervalo do concerto da Orquestra Verazin.
De 06 a 21 de Julho, o Festival acontece pelo 34º ano, superando as adversidades. "Ao longo dos tempos temos resistido para que o FIMPV continue e com grande qualidade. Podemos sacrificar a quantidade, mas nunca a qualidade", referiu Luís Diamantino.
Com a redução dos apoios financeiros oferecidos pela Secretaria de Estado da Cultura, o FMIPV conta com um orçamento de 105 mil euros, dos quais 62 mil euros são contributo do Estado. O restante é assegurado pelo município e pelos patrocinadores. "Os nossos patrocinadores têm contribuído para que a realização do certame se mantenha e cada vez mais iremos precisar de apoios e incentivos, já que, todos os anos, o Ministério da Cultura, e agora a Secretaria de Estado da Cultura, tem diminuído o seu apoio" afirmou o vereador, acrescentando: "não podemos ser derrotados pelos obstáculos. Vamos fazer tudo o que for possível para continuar, trabalhar com os nossos parceiros para não deixarmos de realizar este evento".
Lançado o desafio de criar a imagem gráfica do Festival aos alunos de Artes da Escola Secundária Eça de Queirós, este ano, o FIMPV surgiu com um cartaz "inovador e forte", com a imagem Paulo Correia, aluno vencedor do concurso.
Duas semanas de Festival enchem a cidade
Começando no dia 6 de Julho, no Museu Municipal, com a conferência do musicólogo Rui Vieira Nery, o programa do festival este ano contará, no dia 7, na Igreja Matriz, com a actuação do Coro Gulbenkian (música antiga); no dia 10, no Auditório Municipal, Luísa Tender (recital de piano); dia 11, na Igreja da Lapa, quarteto de cordas Pavel Haas Quartet (música de câmara); no dia 13, no Auditório Municipal, Fernando Costa (violoncelo) e João Xavier (piano); no dia 15, na Igreja Românica de S. Pedro de Rates, o Quarteto Verazin; no dia 18, no mesmo local, novamente música antiga com La Morra (agrupamento vocal e instrumental); no dia 19, no Auditório Municipal, Orquestra Verazin; no dia 20, na Igreja Matriz, música antiga com Huelgas Ensemble (agrupamento vocal); e, finalmente, no dia 21, também na Igreja Matriz, com Gli Incogniti (agrupamento instrumental).
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11:05 Quarta feira, 23 de maio de 2012
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Dois anos depois da colocação da primeira pedra, os administradores dos Hospitais Senhor do Bonfim mostraram o andamento das obras, que até ao momento já custaram 35 milhões de euros. O Clube de Geriátrico, o refeitório e o Centro Neurológico têm inauguração prevista para o final deste ano
O complexo dos Hospitais Senhor do Bonfim (HSB) surge da iniciativa do empresário poveiro Manuel Agonia, sendo uma instituição privada e vocacionada para a prestação de cuidados de saúde. Constituída por um complexo de unidades de natureza residencial, hospitalar e de serviços de ambulatório, as unidades de saúde concentram-se numa extensa propriedade de 13 hectares, na freguesia de Touguinhó, Vila do Conde.
Formado por oito edifícios autónomos, com capacidade para 525 camas, os serviços médicos terão enfoque nas áreas de Geriatria, Pediatria, Neurologia e Psiquiatria. As doenças de Alzheimer, Bipolar, Esquizofrenia e Parkinson serão outro dos destaques dos HSB, em instalações modernas e inovadoras a nível nacional e europeu, sublinha Manuel Agonia.
O Hospital Geral - Bloco Operatório e o Centro Neurológico conta com instalações e corpos clínicos próprios. O primeiro em dois edifícios autónomos, numa área total de 13.700 metros quadrados, 113 quartos duplos e 15 individuais, num total de 241 camas; sete salas de bloco operatório, duas salas de partos, uma sala de recobro e uma sala de cuidados intensivos, sala de estar e de refeições em todos os pisos de internamento. Já o Centro Neurológico ocupa uma área de 7.047 metros quadrados em três pisos, com quartos duplos, num total de 168 camas, além das seis salas de consulta, serviços clínicos e de refeições.
Em outro edifício autónomo insere-se a unidade residencial, com 6.380 metros quadrados, quatro pisos, com 58 quartos duplos e 116 camas, sala de refeições, auditório, áreas de lazer e serviços auxiliares de apoio a residentes com mobilidade condicionada.
Por sua vez, a unidade de serviços de ambulatório irá oferecer serviços de consulta em praticamente todas as especialidades médicas, serviços médicos, pequena cirurgia e serviço de diagnóstico e tratamento, ocupando o maior edifício do complexo, com uma área total de 13.675metros quadrados, distribuída por cinco pisos.
No complexo, foi ainda reservado um espaço para a Capela do Senhor do Bonfim, com uma arquitectura exclusiva, além de cozinhas centrais e restaurantes, armazéns gerais e de farmácia, portaria e recepção.
Projecto de Interesse Nacional
Este projecto foi considerado pela Comissão de Avaliação e Acompanhamento como Projecto de Potencial Interesse Nacional, distinção que orgulha Manuel Agonia, dado que as unidades de saúde vão gerar cerca de 850 novos postos de trabalho, prevendo-se que metade integre os quadros técnicos e superiores.
"A saúde é um negócio"
É esta a convicção de Manuel Agonia, que há 25 anos inaugurou a Clipóvoa, defendendo: "os HSB estão adiantados em tudo o que se fez no país e na Europa". O presidente do Conselho de Administração defende que este Hospital está avançado no tempo, sublinhando: "quando inaugurei a Clipóvoa disseram-me que estava adiantado 20 anos para a época. Quanto a este dizem que está 50 anos adiantado".
Um dos objectivos destes Hospitais é prestar serviços médicos em todo o mundo, com consultas via telemedicina e marcação de exames. "Com o Aeroporto Sá Carneiro a 15 minutos de distância e a Estrada Nacional 206 à porta, temos todas as acessibilidades para receber doentes de qualquer parte", revelou Manuel Agonia, que pretende que os serviços estejam acessíveis a todo o mundo. "Os Hospitais Senhor do Bonfim vão falar mais em Vila do Conde do que em Portugal", salientou Manuel Agonia, sobre este complexo que tem está orçado em mais de 90 milhões de euros.
Protocolo visa parceria com Serviço Nacional de Saúde
No sentido dos Hospitais Senhor do Bonfim integrarem o Serviço Nacional de Saúde, foi assinado um protocolo entre a administração dos Hospitais e a Câmara Municipal de Vila do Conde, onde a Sociedade promotora e a autarquia se dispõem a colaborar no sentido dos HSB virem a merecer um lugar no Sistema Nacional de Saúde. Sobre o protocolo, Mário de Almeida, presidente da Câmara de Vila do Conde sublinhou a importância desta instituição no SNS: "é impensável que o Estado não reconheça que este hospital tem condições para atender ao serviço público, às pessoas que pagam as suas contribuições. É um hospital com enorme capacidade, procurado por portugueses e estrangeiros e que as pessoas daqui não venham, porque o Estado não o incluiu no SNS será impensável".
Apesar desta parceria, a ARS Norte e nenhum membro do Ministério da Saúde se fez representar na visita ao espaço, facto que não passou despercebido à Administração do Hospital Senhor do Bonfim.
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10:56 Quarta feira, 16 de maio de 2012
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Os jogadores do emblema poveiro querem mostrar o desagrado pelos atrasos no pagamento de salários, mas o Póvoa Semanário apurou que não estão a descurar a preparação ao jogo de sábado
Como sinal de desagrado pelos 3 meses de salários em atraso, o plantel do Varzim não tem comparecido para treinar nas instalações do clube, nem nos relvados do Estádio Municipal. Nas vésperas do primeiro jogo do playoff para subida de divisão - sábado, no reduto do Fátima - os jogadores alvi-negros optaram por abordagem diferente à preparação deste desafio.
Ao que o Póvoa Semanário conseguiu apurar, junto de fonte de clube, os jogadores apesar de passarem a mensagem, para o exterior, de que não comparecerão aos treinos, enquanto a situação salarial estiver, minimamente resolvida, têm treinado e preparado, com afinco o jogo com o Fátima evoluindo num relvado em Ofir, longe de olhares indiscretos. Fora de questão está ausência dos jogos do play-off, frente a Fátima e Tondela.
Já há algumas semanas a direcção do Varzim tem reiterado que está a desenvolver esforços para resolver o pagamento dos salários em atraso, mas até ao momento ainda não conseguiu debelar as dificuldades de tesouraria do clube. Ao que Póvoa Semanário apurou os responsáveis do emblema alvi-negro estão a tentar desbloquear a situação antes dos jogos do playoff.
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11:08 Quinta feira, 10 de maio de 2012
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Os bairros da cidade já começaram os preparativos para o São Pedro. A menos de dois meses das festas, os bairros Sul, Norte e da Matriz, já reúnem os seus pares e começaram a ensaiar os passos para a noite mais longa da Póvoa de Varzim. Esta semana, apresentamos a Matriz, Norte e Sul
Bairro da Matriz ensaia desde fim de Abril
Os pares do bairro da Matriz já ensaiam desde a última quinta-feira do mês de Abril. Com três rusgas e 44 pares, doze pares na rusga infantil, doze na rusga juvenil e 20 na rusga sénior. Manuel Milhazes, presidente da Associação da Matriz, divulgou que a "escolha dos pares não foi difícil", revelando que é António Fangueiro, o ensaiador do Rancho Tricanas do Cidral, quem prepara as rusgas da Matriz.
Os ensaios decorrem às quintas-feiras, para a rusga sénior e às sextas-feiras, para as rusgas infantil e juvenil.
Segundo António Fangueiro, ensaiador, a marcha deste ano será nova, como em todos os anos, deixando ao critério do público a avaliação.
Bairro Norte dançará marchas dos anos de Ouro para o Bairro
Também o Bairro Norte já apresentou as rusgas sénior e infantil, para o S. Pedro 2012. A apresentação teve lugar na sede do C.D.C. Juvenorte, no final de Abril, onde foram escolhidos os 24 pares que compõem cada uma das duas rusgas.
Para este ano, de Bodas de Ouro das Festas de S. Pedro, o Bairro Norte escolheu um repertório que convida o público a viajar pelos últimos 50 anos de marchas. Levantando levemente o pano, Sérgio Postiga revela, que a Marcha de Entrada da Rusga Sénior será a primeira do Bairro Norte, de 1963, intitulado "O Nosso Bairro é o Norte". A mesma rusga dançará ainda um "medley" composto por dois temas emblemáticos: "Isto é o Norte", de 1982 e "Rumo ao Norte", de 1988. Estas marchas foram as que deram ao Bairro Norte o título de Rusga mais Popular da Póvoa.
Os meses de Maio e Junho, que antecedem as festas de S. Pedro, serão de muito trabalho no Bairro Norte, que já vem preparando a festa desde Janeiro.
Cristina Nascimento e Sérgio Postiga são os ensaiadores da Rusga Infantil e da Rusga Sénior, respectivamente, e os ensaios decorrem às terças e sextas-feiras.
Bairro Sul com surpresas no ano que a Associação celebra 50 anos
A ensaiar há algumas semanas, as rusgas do Bairro Sul são compostas por 24 pares, quer na rusga infantil e na rusga sénior.
Quanto aos arcos e ao trono, Pedro Casanova, presidente dos Leões da Lapa, lembra que "está tudo nos segredos dos Deuses, para o exterior, mas internamente já todos sabemos o que irá ser apresentado e já nos encontramos a trabalhar nesse sentido".
No ano em que se comemoram 50 anos da Associação, o presidente sublinha que este ficará marcado na história da Associação e da cidade. "Depois de ter sido anunciado pela Autarquia a entrega da Medalha de Reconhecimento Poveiro Grau Ouro à Associação, não podemos deixar de apresentar as nossas rusgas, o nosso trono e a nossa festa, com a elevada qualidade que fomos habituando as "gentes" do Bairro Sul e da Cidade ao longo destes anos".
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10:47 Quarta feira, 9 de maio de 2012
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A autarquia decidiu atribuir os galardões máximos de homenagem do município, em 2012, à presidência da república, ao Leões da Lapa FC e à Horpozim. Cavaco Silva vai estar na cidade, a 16 de Junho, a receber a distinção
Estão decididas as homenagens que o município da Póvoa de Varzim vai prestar no dia da cidade, a 16 de Junho. O grande destaque vai para atribuição do galardão máximo, a medalha de ouro de reconhecimento poveiro à Presidência da República, na pessoa de Cavaco Silva, que estará na Póvoa de Varzim nesse dia, onde para além de receber a distinção, vai participar na inauguração da nova sede da Banda de Música local.
Do lote de homenageados no dia da cidade fazem também parte o Leões da Lapa Futebol Clube, que, no ano em que completa 50 anos de actividade, vai também receber a medalha de reconhecimento poveiro grau ouro, e a Horpozim - Associação de Horticultores da Póvoa de Varzim - que vai ser homenageada com medalha de reconhecimento grau poveiro, quando está a assinalar 25 anos de funcionamento.
As propostas de homenagem foram apresentadas pela autarquia na última reunião de Câmara, e mereceram o aval dos vereadores de todas as forças políticas representadas no executivo.
Macedo Viera, presidente da Câmara, explicou, no final, as decisões tomadas. Além de frisar os 50 e 25 anos de existência de Leões da Lapa e Horpozim, respectivamente, debruçou-se, especialmente, sobre a homenagem a Cavaco Silva.
"Nos últimos 60 anos tivemos, na Póvoa, a visita de dois presidentes da República. A primeira foi do Almirante Américo Tomás, que veio inaugurar o Porto de Pesca, e depois, já nos temos da democracia, tivemos a presença do Dr. Jorge Sampaio, que veio presidir às festas da cidade. Este ano vamos homenagear a presidência da república na pessoa do Dr. Cavaco Silva, que teve um papel fundamental, como primeiro-ministro, na construção da antiga variante IC1, agora A28, depois na reabilitação das estrada nacional 205, e mais tarde na possibilidade de fazermos as obras no interior do Porto de Pesca, além do apoio dos seu governo às instituições de solidariedade locais", explicou Macedo Vieira, completando: "Acho importante, nesta altura de crise, prestar uma homenagem à presidência da república pela forma que tem trabalhado para manter o país equilibrado. É de todo mérito propor esta medalha de ouro".
Os vereadores de PS, CDS e Renato Matos, votaram favoravelmente as propostas, considerando que se justifica, a nível institucional, a homenagem à presidência de da República.
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11:04 Quinta feira, 3 de maio de 2012
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A Assembleia Municipal da poveira aprovou uma moção para que o sistema de 10 isenções por mês e o desconto de 15 por cento nas restantes passagem possa vigorar para além do Julho. Comissão de utentes vai fazer protesto a 9 de Maio
Os eleitos da Assembleia Municipal da Póvoa de Varzim vão fazer chegar ao Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, uma reivindicação para que se prolongue o sistema de isenções e desconto na ex-scut A28, pedindo para se manter o sistema de 10 isenções por mês e o desconto de 15 por cento nas restantes passagem, para além do Julho deste ano, data em que está agendada terminar esta descriminação positiva para os residentes e empresas do concelho da Póvoa.
A moção, que mereceu o voto unânime, de todos os partidos, foi apresentada por José Rui Ferreira, deputado da CDU e elemento da Comissão de Utentes da A28, que no documento apresentado para votação incluiu ainda o pedido de um estudo actualizado sobre as implicações económicas e sociais da introdução de portagens nesta via.
Entretanto, no passado sábado, as comissões de utentes das várias ex-scut´s reuniram-se, mais uma vez na Póvoa de Varzim, e decidiram voltar à rua para protestar contra as portagens e o fim das isenções locais.
Após a reunião, foi anunciado que a 9 de Maio, será organizado um protesto contra a cobrança de portagens e o fim das isenções para os utilizadores locais, dia escolhido dado que realiza no Porto, a 25ª Cimeira Luso-Espanhola, não sendo divulgado os detalhes do protesto.
José Rui Ferreira, porta-voz das Comissões de Utentes Contra as Portagens, afirmou à Agência Lusa: "Consideramos que, com as portagens, o país está a perder mais dinheiro do que a receita que arrecada com a cobrança, pelo que devia repensar-se a continuidade desta situação".
José Rui Ferreira adiantou ainda que espera que "a questão das portagens nas SCUT seja abordada na cimeira, mas por causa da forma de pagamento, nomeadamente dos nossos vizinhos galegos. Contudo, pensamos que devia equacionar-se a continuação das portagens nestas vias".
O dirigente lembrou ainda que a cobrança de portagens tem reflexos "ao nível do turismo" e também ao nível de alguns "negócios agrícolas", nomeadamente na zona da Póvoa de Varzim, que antes "comercializavam produtos para o Porto e agora não o fazem", acrescenta.
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10:09 Quarta feira, 2 de maio de 2012
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A companhia de teatro da Póvoa de Varzim decidiu adiar o espectáculo previsto para o mês de Maio por "falta de verbas". No entanto, o Varazim regressa no primeiro sábado de Junho, para encerrar esta temporada teatral
A informação da suspensão do espectáculo do mês de Maio foi divulgada através de um comunicado na página oficial do grupo na Internet, onde Eduardo Faria, presidente do Varazim Teatro sublinha que, "em 15 anos de existência e a dois espectáculos de completar a 14ª Temporada Teatral, vê-se, pela primeira vez, obrigado a não apresentar o espectáculo referente ao primeiro sábado do mês de Maio", justificando a atitude com o atraso no pagamento de uma tranche referente ao protocolo da temporada de 2010/2011, no valor de 25mil euros.
"Esta atitude tem a ver só com o facto de não estarmos a contrair novos compromissos, porque não temos no horizonte uma perspectiva concreta de os podermos cumprir", lembra Eduardo Faria, consciente de que não há uma data para o pagamento do dinheiro em falta: "isto não é contra a autarquia, é mais uma salvaguarda do bom nome do Varazim Teatro, pois se facilitamos agora nunca mais teremos futuro. Mesmo que paguemos depois o que devemos, instala-se a ideia de que não somos cumpridores e não estamos disponíveis para isso. As companhias que vieram ao longo destes quinze anos de Varazim, com as quais estabelecemos laços de confiança e de amizade, merecem todo o respeito e não essa falta de lealdade".
Com este cenário, o Varazim Teatro não reúne condições para assumir uma data para a liquidação das dívidas já contraídas. "No entanto, a preocupação em garantir o pagamento integral das mesmas, a todas as entidades e individualidades nossas credoras, não nos permitirá de momento continuar a elaborar contratos com novas entidades neste panorama de incerteza".
Eduardo Faria sublinha que a companhia de teatro sempre realizou actividades em número superior ao que estava obrigado a fazer de acordo com os protocolos de cooperação estabelecidos com a Autarquia, tentando sempre, em paralelo, potenciar os recursos que lhe eram atribuídos com a venda das suas próprias produções e apoios privados.
Lei dos Compromissos impede autarquia de pagar
Luís Diamantino, vereador da Cultura, adianta que "neste momento a Câmara está impedida de fazer despesa", pela Lei dos Compromissos, que não permite às autarquias assinar protocolos com as associações, acrescentando: "se não cumprirmos com os pressupostos da legislação, seremos responsabilizados civil ou criminalmente".
O autarca sublinha que não é só o Varazim que se encontra nesta situação. "Não de pode assinar protocolo nem com o Varazim Teatro, nem com a Banda de Música, nem como Cineclube Octopus ou o Clube Desportivo, não podemos assinar nada". Apesar do constrangimento, o vereador garantiu "que os valores do ano passado serão pagos".
No entanto, o vereador refere que o Teatro na Póvoa não vai acabar, garantindo o apoio possível, a nível logístico, de espaço e de divulgação.
"Julgamento de um Sonho" encerra temporada
É este o título da peça que a companhia vai apresentar no primeiro sábado de Junho, uma criação que não estava prevista e que vai partir do zero, "é um espectáculo que tem origem nesta situação e que poderá tocar neste ponto", revela Eduardo Faria, acrescentando a esperança de que em Outubro a Companhia já esteja em condições de voltar e de promover mais um "É-Aqui-in-Ócio", "não nas dimensões de anos anteriores, mas que permita continuar com este festival que começa a ter nome na Póvoa. Esperamos que até ao início da nova temporada toda esta situação legislativa da parte do Governo se desbloqueie, de modo a que a Câmara se possa organizar".
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11:23 Quinta feira, 26 de abril de 2012
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O Instituto de Turismo aprovou o financiamento da empreitada e caso não hajam mais contratempos as obras poderão reiniciar no próximo mês de Setembro
Finalmente parecem estar reunidas as condições para que as obras de recuperação do Cine-Teatro Garrett possam reiniciar. O Instituto de Turismo, que vai financiar a empreitada, deu luz verde para a libertação das verbas necessárias, oriundas dos impostos da concessão da zona de jogo, e se tudo correr sem mais sobressaltos, os trabalhos podem reiniciar já no próximo mês de Setembro.
A garantia foi dada por Macedo Vieira, presidente da Câmara Municipal, que, ainda assim, prefere uma abordagem cautelosa sobre o assunto.
"Penso que, finalmente, a questão do Garrett está resolvida, e em Setembro possamos avançar a obra. Ainda assim, face aquilo que vivemos no país e à nossa legislação, ponho sempre reservas...".
Além da subsidiação da empreitada do Garrett, o Instituto de Turismo aprovou ainda as intervenções nas piscinas municipais e o apoio ao projecto da ecopista, que liga a Póvoa a Famalicão através do antigo traçado da linha ferroviária.
"Este ano tínhamos 2 milhões de euros para intervenções, que foram alocados a três projectos que propusemos: Garrett, recuperação das piscinas, e a recuperação minimalista da ecopista", descreveu Macedo Vieira, completando: "São obras financiados a 100 por cento, e para lhes dar seguimento no Tribunal de Contas, com garantias de financiamento, pedimos ao Instituto do Turismo para confirmar a alocação das próximas receitas 2013/2014, que são suficientes para terminar, por exemplo, a obra do Garret, que vai demorar 18 meses. Esperamos que o tribunal ratifique".
Verbas para as instituições desbloqueadas
Entretanto, ainda na sequência da reunião que o edil poveiro teve com os responsáveis do Instituto do Turismo, foi garantido que as verbas, também oriundas da concessão de jogo, serão atribuídas às instituições de relevância social do concelho nas próximas semanas.
"Foi nos comunicado que o Secretario de Estado já assinou o despacho, e que em breve ou teremos uma cerimónia pública para atribuição dos cheques, ou o dinheiro será transferido directamente as contas das instituições. Pedi que tal acontecesse o mais breve possível, face aos atrasos já acumulados".
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9:59 Quarta feira, 18 de abril de 2012
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Serão seis as bandeiras azuis que hasteadas este ano nas praias da frente urbana poveira, até Aver-o-Mar, e ainda nas concessões de Aguçadoura e Estela.
As praias da Póvoa de Varzim terão esta época balnear seis bandeiras azuis, distinção máxima a nível nacional e internacional da qualidade dos areais.
A confirmação, pendente apenas de formalismos burocráticos, foi dada pelo vice-presidente da autarquia, Aires Pereira, à margem da cerimónia apresentação dos projectos que a associação nadadores salvadores "Os Delfins" vai colocar em prática em 2012.
Deste modo, todas as praias da frente urbana poveira, que se estendem deste do cais até à praia da Fragosa, em Aver-o-Mar, terão bandeiras azuis, assim as concessões de Aguçadoura e Estela. Para Aires Pereira, esta distinção é corolário do investimento feito pela autarquia nos últimos anos.
"Todas as candidaturas que o Município fez foram aceites e esta época balnear vamos ter as nossas praias com bandeira azul", anunciou o autarca, completando: " É o resultado do investimento que a Município foi fazendo, de forma sustentada, num passado recente, e que se reflecte na qualidade da água, das praias, da segurança e dos equipamentos".
O vice-presidente da Câmara espera que com as bandeiras azuis "haja uma aumento das pessoas que vistam as nossas praias no Verão", e lembrou que "depois da enorme campanha de publicidade negativa das praias da Póvoa de Varzim foi necessário muito trabalho e investimento para que se recuperasse o bom nome que o município sempre teve no capítulo balnear".
Agradado com esta destinação de qualidade dos areais poveiros, João Nunes, presidente dos Concessionários da Póvoa de Varzim, falou em mais valia económica para o concelho.
"As bandeiras azuis são um pró-forma, pois sempre tivemos águas muito ricas em iodo e com qualidade. É certo que houve problemas pontuais, mas isso está resolvido e creio que estas bandeiras azuis são mais um convite para as pessoas virem até às nossas praias, ajudando a dinamizar este sector económico turístico", analisou o concessionário.
"Delfins" apresentaram projectos
Entretanto, na cerimónia apresentação dos projectos que a associação nadadores salvadores "Os Delfins" vai colocar em prática em 2012, foi novamente reiterado que as praias do concelho não terão esta época balnear falta de nadadores salvadores.
Carlos Ferreira, presidente da associação, sublinhou o investimento da autarquia como um dos factores decisivos para a suficiência de efectivos do ISN.
"Não há palavras para descrever o apoio que a Câmara nos tem dado. O facto de contribuir com o pagamento dos cursos, tal como o ano passado, foi decisivo. Sentimo-nos privilegiados com este apoio e queremos agradecer com o nosso trabalho e empenho", disse o dirigente, falando, inclusive, em excesso de candidatos para os lugares disponíveis.
"É algo inédito no país, e vai-nos permitir privilegiar a atribuição de turnos de meio-tempo, com cerca de 5 horas diárias de actividade de cada nadador salvador, aumento, assim, a postura e vigilância dos efectivos, e p consequente aumento dos níveis de segurança.
Entre os projectos apresentados pelos Delfins, e além da iniciativa Aquavida, de vigilância das praias nos fins de semanas e feriados dos meses prévios à época balnear, destaque também às iniciativas de promoção da segurança junto de pessoas com deficiência intelectual, nomeadamente utentes do MAPADI, e a vista às escolas do concelho para promover e divulgar a acção dos nadadores salvadores.
"Ao trabalharmos com as crianças conseguimos transmitir-lhes, desde cedo, uma cultura de segurança, fazendo também delas nossos 'cúmplices' nos areais para manter a segurança nas praia. Além disso estamos também a semear o gosto por esta actividade, para que no futuro possamos continuar a jovens interessados em ser nadadores salvadores".
Aires Pereira, vice-presidente da autarquia, enalteceu a parceria com os "Delfins" nos variados níveis.
"É algo que já está a dar frutos, com a redução do número de acidentes e vítimas mortais nas nossas praias. É um investimento que não tem um retorno financeiro, mas com resultados incalculáveis na preservação de vidas humanas".
O autarca enalteceu os projectos a nível escolar, e considerou que o pagamento dos cursos aos nadadores salvadores - na ordem de 123 euros por efectivo - "faz com que "ao contrario do resto do país, onde faltam nadadores salvadores, a Póvoa de Varzim se possa dar ao luxo de escolher os melhores para trabalhar nas suas praias".
Estas acções e cultura de segurança acabam também por ter influência directa no trabalho da Polícia Marítimo, com o Comandante Silva Rocha, a considerar que, em comparação com o resto do país, o nosso concelho "é um Oásis"
"Tenho vindo a referir, com orgulho, que esta associação e município, através destas iniciativas, tem proporcionado uma situação de vigilância e assistência a banhistas fora do normal daquilo que é a realidade em outras localidades. Isso deixa-me muito satisfeito", afirmou o represente da autoridade marítima no concelho.
Satisfeito por este ano não se verificar problemas com falta de nadadores salvadores nas praias, João Nunes, presidente da Associação de Concessórios locais, lembrou que "A garantia de que as praias estarão bem vigiadas irá atrai mais os banhistas ao concelho", mostrando-se "aliviado das preocupações de outros anos, quando chegou haver incerteza se as concessões poderiam abrir, devido à falta de nadadores salvadores".
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10:42 Quinta feira, 12 de abril de 2012
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Estamos já no mês de Abril, e as associações e clubes poveiros ainda não viram a cor do dinheiro referente aos subsídios atribuídos pelo Fundo de Turismo, oriundos dos impostos do Casino. Sem orçamentos que resistam a este atraso, algumas instituições já não escondem que não podem cumprir certos compromissos
Está chegar ao limite a paciência e o desespero das associações e clubes do concelho no que diz respeito ao atraso no pagamento das verbas de jogo, que são entregues, pelo Fundo de Turismo, às instituições de relevância social do concelho.
Ano após ano, os atrasos na atribuição destas verbas têm sido sucessivos, mas, desta vez, já superou todos os anteriores prazos, e a própria estimativa do Estado de que o dinheiro seria entregue no mês de Março.
Em pleno mês de Abril, associações e clubes abrangidos por este programa de beneficência, ainda não viram a cor do dinheiro e nem sequer têm uma estimativa de quando o mesmo será entregue, criando, em alguns casos, delicadas situações de tesouraria e incumprimentos.
Isso mesmo confirmou ao Póvoa Semanário, Caldeira Figueiredo, presidente do Clube Desportivo da Póvoa, que não hesitou em considerar este atraso do Estado como "injustificável".
"Não justificação possível, e cria-nos muitos constrangimentos. Esse dinheiro é utilizado para nossa actividade corrente, já temos situações de incumprimento, porque não temos tesouraria para pagar. Vamos pedindo paciência a quem devemos..." desabafou o dirigente do Desportivo, realçando um facto caricato: "Para receber esse subsídio, somos obrigados a ter certidões de não dívida às finanças e Segurança Social em ordem. Mas no limite, veja como é difícil ser cumpridor se não recebemos. Só se tivéssemos uma fotocopiadora especial de dinheiro..."
No caso do Desportivo da Póvoa, Caldeira Figueiredo fala numa "considerável verba que tem a receber", e lembra que "é um atraso injustificado na medida em que o Casino, pela concessão de jogo, já pagou essa verba. O que parece que demora muito a vir de Lisboa até à Póvoa. Esse dinheiro nem devia ter saído do concelho".
Também no MAPADI, o atraso do Estado está gerar algumas dificuldades, numa instituição que está a fazer investimentos avultados, notou ao nosso jornal António Ramalho, elemento da Direcção.
"Estamos a contar com essa verba para organizar a nossa vida. Temos investimentos em curso, e faz-nos muita falta.
O estado tem diminuído a percentagem de apoio, e simultaneamente o nosso esforço tem sido maior, estamos mais necessitados", afirmou António Ramalho, completando: "Essas verbas advêm do protocolo celebrado entre o Estado e o Casino e que tem regras claras. Certamente que no Casino também não aceitam que os jogadores paguem créditos".
No Varzim Sport Clube, os atraso do pagamento das verbas pelo Fundo de Turismo também se tem saldado em muitas contrariedades, com o emblema "alvi-negro" a não esconder problemas de incumprimento salarial, que a verbas de 100 mil euros a que tem direito poderia ajudar a resolver.
"O clube fez um esforço enorme para ter certidões de cumprimento com o fisco e segurança social em dia para receber esse dinheiro, mas acabou por se inglório porque ficamos sem essas verbas e sem o dinheiro do Turismo, que cada ano se atrasa mais. Assim é impossível gerir qualquer clube ou instituição, quando o Estado é o primeiro a ser incumpridor", afirmou o presidente varzinista Lopes de Castro.
Partilhando da mesma opinião, Rui Coelho, da Associação do Bombeiros Voluntárias da Póvoa de Varzim, não escondeu ao Póvoa Semanário sua indignação com esta situação.
"Se já estamos mal porque o Estado não cumpre as obrigações, ainda ficamos pior quando não fazem a entrega do que já deviam fazer há muito tempo", começou por dizer Rui Coelho, completando: "Provoca uma situação de grande constrangimento. Os governantes não estão a ser pessoas de bem. Sabem das dificuldades que as associações estão a atravessar e não entregam o dinheiro do qual são portadores".
O dirigente dos bombeiros poveiros lembrou que "Se um contribuinte reter dinheiro dos imposto é criminoso. Agora o estado reter dinheiro que não é dele não acontece nada..". Rui Coelho confessou que já passou "noites em claro a pensar como pagar despesas", e disse ainda não ter indicações de quando o Estado irá pagar: "Já tenho perguntado ao presidente da Câmara, que também está muito incomodado com a situação, e ele também não sabe dizer".
Ora isso mesmo confirmou o autarca, no final da semana passada, ao Póvoa de Semanário: "Ainda não temos qualquer indicação. Os atrasos têm sido sucessivos ao longo do ano, e de facto estou por dentro dos anseios das instituições. Temos pressionado os responsáveis do governo, mas não temos qualquer resposta definitiva", afirmou Macedo Vieira.
Recorde-se que as instituições poveiras de relevância social, partilham um bolo de cerca de 400 mil euros, oriundo da cobrança de impostos da concessão da zona de jogo, que representa uma fatia do valor que o Casino local já liquidou junto do Estado no início do ano e que de momento tem em sua posse.
Há uns anos atrás a entrega era feita em Dezembro, e depois foi sucessivamente atrasando para Janeiro, Fevereiro, e em 2011 passado foi entregue em Março.
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