Portugal vende dívida de longo prazo em leilão
O tesouro português vai levar a leilão obrigações do tesouro com maturidade em outubro de 2016 e em junho de 2020, no mínimo de 300 milhões de euros em cada linha, segundo o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), num montante indicativo entre 750 e 1.250 milhões de euros.
A pressão sobre Portugal tem vindo a aumentar, com a imprensa internacional a relatar rumores de pressões dos países da zona euro -- pressões que estes rejeitam - sobre o governo português, para que Lisboa peça auxílio ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), financiado pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional.
Portugal vai também testar o apetite do mercado pela dívida de longo prazo dos países da moeda única, na primeira emissão desde que a Irlanda teve de abrir as portas ao FEEF, em novembro do ano passado.
Portugal necessita, em 2011, de assegurar 20 mil milhões de euros a encaixar, sobretudo, através da emissão Obrigações do Tesouro, com diferentes maturidades.
Na terça-feira, os juros da dívida portuguesa a dez anos recuaram para os 6,889 por cento, depois de terem batido máximos e atingido os 7,913 por cento na sexta-feira.
No mesmo dia, o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou que o défice orçamental de 2010 se deverá situar abaixo dos 7,3 previstos e que o país tem uma folga orçamental de 800 milhões de euros, com o chefe do Governo a garantir que Portugal não vai pedir ajuda financeira, porque não necessita.
A ensombrar o leilão de hoje estão, no entanto, as previsões do Banco de Portugal que, na terça-feira, previu uma recessão de 1,3 por cento para a economia portuguesa em 2011.



