16 de abril de 2014 às 14:08
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Portugal precisa de um "novo modelo económico"

Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, aponta o caminho do crescimento através da reindustrialização, qualificação, exportação, atração de investimento e valorização do território.

Lusa
16:48 | Sexta feira, 15 de junho de 2012

O ministro da Economia afirmou hoje estarem lançadas "as principais reformas estruturais" e impor-se "um novo modelo económico" em Portugal que passa pela reindustrialização, qualificação, exportação, atração de investimento e valorização do território.

"Agora que as principais reformas estruturais já estão no terreno é chegada a hora de lançar as linhas de orientação de um novo modelo económico para o país. Portugal precisa de se reindustrializar, Portugal precisa de se qualificar e de apostar na reabilitação do ensino técnicoprofissional, Portugal precisa de exportar mais, Portugal precisa de voltar a investir e de atrair investimento, Portugal precisa de poupar mais para investir e Portugal precisa de valorizar o seu território", sustentou Álvaro Santos Pereira.

"Com todas estas reformas estruturais e com a dinâmica do nosso tecido empresarial - acrescentou - não tenho as mínimas dúvidas de que vamos por Portugal a crescer".

O ministro falava aos jornalistas em Matosinhos, à margem da primeira edição da iniciativa "Portugal a Crescer", para apresentação aos empresários das políticas atualmente em curso para revitalização, internacionalização e financiamento das empresas e combate ao desemprego.

Governo está "a criar condições para pôr Portugal a crescer"

Instado pelo anfitrião e presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), José António Barros, a "não dececionar os empresários", que precisam "muito do apoio do Governo e da política pública, de financiamento, de condições para trabalhar e de flexibilidade no emprego", Santos Pereira garantiu que o executivo está "a criar as condições para por Portugal a crescer".

Entre as "reformas sem precedentes" em curso, Santos Pereira destacou a "ambiciosa" reforma laboral, a reforma do licenciamento industrial Zero, o novo código de insolvências, o programa Revitalizar e o novo processo extrajudicial de conciliação de dívidas, "que irá entrar em vigor brevemente".

Destacou ainda a aprovação da nova lei da concorrência e a reestruturação em curso do setor dos transportes, que garante ter evitado a morte de muitas empresas, tecnicamente falidas, e permitirá atingir o "equilíbrio operacional" da atividade "no final deste ano".

Também destacada pelo ministro foi a reforma do capital de risco público, a anunciar publicamente na segunda-feira e que acabará com o capital "para os amigos" ou com "motivações políticas".

Fundos comunitários "ao serviço da economia"

Adicionalmente, Álvaro Santos Pereira salientou ter cortado "mais de dois mil milhões de euros nas rendas da energia" e ter colocado os fundos comunitários "ao serviço da economia".

Como "principais desafios de curto prazo" o governante apontou "a pronunciada subida do desemprego e as dificuldades de financiamento das empresas, principalmente as PME".

A este propósito, recordou que o Governo "já garantiu o alargamento" dos prazos de reembolso das linhas PME Investe, avançou com uma linha PME Crescimento com mais de 1.200 milhões de euros de crédito concedido, está "a trabalhar no reforço da linha PME Crescimento" e lançará "para a semana" a linha BEI para o investimento produtivo.

Paralelamente, está "a ultimar os fundos de reestruturação empresarial de base regional, que serão na ordem dos 110 milhões do QREN, mais 110 milhões de euros adicionais por parte das instituições financeiras".

 

Comentários 54 Comentar
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Pois está..
Governo está "a criar condições para pôr Portugal a crescer"

Claro que está!
É só esperar até ao fim do ano por uma taxa de desemprego na ordem dos 20%, e a malta já aceita qualquer coisa.
Até o dia de trabalho a troco das sopas p'ra famelga...
Não custa nada; a "jorna" a tostão, e só para exportação... que o "tostão" só dá p'ra sopinha.
Provavelmente é também por aí que passa a "valorização" do território, com o investimento estrangeiro a subir em flecha...num Portugal ao desbarato.

"Instado pelo anfitrião e presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), José António Barros, a "não dececionar os empresários", que precisam "muito do apoio do Governo e da política pública, de financiamento, de condições para trabalhar e de flexibilidade no emprego",

E com esta velha casta de empresários,
o novo modelo económico aponta apenas para uma maciça colonização económica de Portugal.
La Palisse!
Que o sr. ministro lê, lá isso é verdade, mas para repetir aquilo que toda a gente sabe, o melhor era estar calado.
O modelo que aponta, é seguido desde há muito, só que não se pode implememtar sem investimento.
A grande Santos Silva
Ia ….Já sei aonde foi buscar o meu big boss a nota para os carros novos (2 mercedes +1 BMW+3 Volvos) para quem não deu aumento salarial pois numa reuniam com o pessoal disse que a empresa estava a travessar um fase muito difícil e nos concordamos não ter aumento para que a empresa não entra-se em colapso e agora aparece esta frota nova para os directores e alguns engenheiro só pode ser dinheiro dado pelos Santos Pereira através do Qren, e assim vai a nossa democracia.
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