24 de abril de 2014 às 8:49
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Portugal poupava €3 mil milhões se pedisse ajuda

João Duque defende que os mercados não foram surpreendidos com o chumbo da atualização do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e que Portugal continua no "percurso" para pedir ajuda externa.
Lusa

O chumbo do PEC não surpreendeu os mercados e Portugal continua no "percurso" para pedir ajuda externa, afirmou hoje o economista João Duque, que defende que o pedido de demissão de José Sócrates resultou de uma "conjugação de interesses".

O pedido de demissão do primeiro-ministro "é o resultado de uma conjugação de interesses do próprio e da oposição", considerou à Lusa João Duque, acrescentando que José Sócrates "jogou na estratégia de afrontamento, quer dos partidos da oposição, quer da presidência da República, para tentar tirar daí benefícios políticos".

O economista considera que o pedido de demissão traz uma "circunstância nova, que é a expetativa de uma alteração do padrão do Parlamento, do qual pode resultar um arranjo melhor, que pode dar mais estabilidade para medidas que têm de ser tomadas".

Para o presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), "cria-se uma janela de oportunidade, à custa de uma incerteza de momento, que é não se saber se essa janela de oportunidade pode vir a conseguir-se".

João Duque disse ainda que os mercados não foram surpreendidos com o chumbo da atualização do Programa de Estabilidade e Crescimentos (PEC) e que Portugal continua no "percurso" para pedir ajuda externa.

Demissão do Governo não muda nada


"A grande notícia seria se o PEC tivesse passado no Parlamento. Nem os mercados foram tomados de surpresa, pelo que não muda particularmente nada em termos de grandes riscos para Portugal. Portanto, se estávamos no percurso de ter de pedir apoio externo, continuamos no mesmo percurso e não é o facto de termos ou não termos Governo que vai mudar alguma coisa", concluiu.

O primeiro-ministro, José Sócrates, apresentou na quarta-feira a demissão ao Presidente da República por considerar que ficou sem condições para governar, depois de o Parlamento ter aprovado resoluções de rejeição de toda a oposição ao chamado PEC IV  proposto pelo Governo.

O pedido de demissão de José Sócrates foi anunciado pela Presidência da República que, contudo, salienta que o Governo se mantém "na plenitude de funções até à aceitação daquele pedido". Cavaco Silva irá promover sexta-feira audiências com os partidos com assento parlamentar.

Comentários 17 Comentar
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Re: Portugal poupava €3 mil milhões se pedis
Ora, bem vistas as coisas, só conseguimos evitar a vinda do FMI se aplicarmos as medidas de austeridade, semelhantes ao que o próprio FMI aplicaria.

Quer isso dizer que, para evitar o FMI, temos nós que fazer de FMI.

Para mim é igual - uma coisa ou outra. O argumento da soberania é algo desajustado para um país que está integrado na UE, cujo PEC IV já foi imposto pela Sra. Merkel.

A diferença que salta à vista é que iremos pagar mais 3 mil milhões. Diabolizar o FMI sai caro.

Segue factura dentro de instantes.
Re: Portugal poupava €3 mil milhões se pedis Ver comentário
Pânico
O grande receio do FMI, por parte do Governo e PS será que o FMI fará uma análise profissional do descalabro financeiro resultante desta gestão ruinosa.
E talvez comece a endireitar a situação atacando o sacrossanto reino dos boys and girls, apinhados nesses fundações, comissões,autoridades,etc, algo que põe o PS completamente doido.
Por isso fogem do FMI como o diabo da cruz, não por interesse do país, mas para manterem os seus fiéis bem alimentados e felizes, com milhares de euros/mês.
A direita ultra liberal anda ansiosa a fazer


todos os esforços para que o partido socialista peça ajuda, para poderem dizer que nada têm a ver com o assunto. Mas o PS não deve ir nessa conversa. A responsabilidade da situação tem que cair toda no PSD que desencadiou a crise nesta altura...
Poupança
Caro Dr. João Duque:
Elementos sem dúvida muito úteis para os portugueses mas que a teimosia e o "eu que sei, pois todos os outros são uns antipatriotas", não leva em consideração.
José Sócrates, na opinião de um jornal espanhol está como aquele condutor que numa auto-estrada, conscientemente, conduz em sentido contrário e ele é que tem razão e todos os outros que circulam em sentido contrário estão errados !
Que havemos de fazer senão aguentar uma dupla de incompetentes José Sócrates/Teixeira dos Santos por mais uns dois meses?
Este governo tantos foram os estragos que provocou aos portugueses, devia ir a tribunal prestar contas !
E a crise política, como muito bem assinala (António Barreto afina pelo mesmo diapasão ) deve-se a um truque baixo de José Sócrates, pois neste momento e com o seu alegado "patriotismo", ainda admite vencer as eleições e assim atirar com o país completamente para o fundo !
Espero que os portugueses no acto do voto não se deixem enganar por este ilusionista !
Dinheiro de Graça, só se for o Estado!
Todos sabemos que Dinheiro de graça são os nossos impostos roubados e "dados" descaradamente aos bancos e corruptos, mas tentem ir ao um Banco pedir dinheiro sem Juros! pois o FMI é um Banco!!
Não gosto de repetir, mas hoje vai!
No telejornal da 1h, a Sic deu a notícia:
Pedidos pelo CDS, foram (finalmente) entregues os números referentes à EMA (Empresa de Meios Aéreos, criada em 2007):
Presidente - 6.500€ por mês
Aluguer da viatura - 1.500€ por mês
Não quantificados: gastos com comunicações, cartão de crédito.
Cada um dois Vogais - superior a 6.000€ por mês
Aluguer de 3 Viaturas (do Presidente e dos dois vogais) - 52.500€ por ano.
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É por esta empresa e outras que o governo e o PS não querem cá o FMI.
Quantas mais benesses destas existem hoje em Portugal?
Re: Não gosto de repetir, mas hoje vai! Ver comentário
SERÁ QUE POUPAVA????
DUVIDO.
Temos é que sustentar chulos, parasitas, inuteis e afins de tudo o que é bom e do melhor.

O POVO, essa "merda" contenta-se com uns tintos e com bola.
Não se percebe...
A notícia!
No descritivo, não se vê onde está a conclusão de que o FMI pouparia 3 mil milhões aos portugueses.
Já não há jornalistas como antes!
Que difícil de perceber...
Isto é tudo realmente muito complicado para o “tuga” médio… O FMI empresta dinheiro a um determinado juro, juro esse que é substancialmente inferior ao actualmente praticado pelos mercados (que já ultrapassou os 9% a 5 anos.) O FMI “impõe” medidas de austeridade… Para quê? Para ter uma garantia de que vamos conseguir pagar o empréstimo, ou simplesmente para chatear…? Ora, (e afastando a hipótese do sadismo) se o FMI vai obrigar à adopção de medidas de austeridade mais apertadas do que as que temos para pagar impostos menores do que os praticados pelos mercados, há qualquer coisa que não bate certo… Ou seja, para pagar os 8% a que estavam os juros aquando da apresentação do PEC4 em BXL são precisas medidas de austeridade mais brandinhas do que para pagar os cerca de 5% do FMI… A mim o que me parece é que em alguma altura a ajuda é, efectivamente, inevitável, e que o Governo trata dos buracos das Finanças exactamente como trata dos buracos da estrada… Põe uma gravilhazinha lá para dentro, tapa com um bocadinho de alcatrão, e pronto! Está “porreiro, pá” até à próxima chuvada…!
"NÃO PERCA TEMPO "
Não perca tempo a dizer estas verdades que todos sabem (quase todos) basta ver ou ouvir os seus comentários e de outros economistas.
Os politicos são incompetentes para estas coisas que não outras (gamar são competentes) e o Povo tá cego surdo e mudo.
Kácus
A factura ao seu destinatário...
...
Essa conta deve ser endereçada às contas pessoais de JS e dos seus conselheiros... para haver justiça!
Fulcral
No meio de muito alarido e de insinuações torpes, quer da parte do PS quer da parte do PSD, seria muito positivo que os portugueses pudessem saber ao certo como aconteceu este descalabro de endividamento. O nível do endividamento estava até 2008 relativamente controlado. Estima-se que a divida pública portuguesa actual ronde os 150.000 milhões de euros. Sendo que, sensivelmente 60.000 milhões ocorreram a partir de 2008. Era aqui neste ponto fulcral que a campanha politica se devia centrar, de modo a que os portugueses ficassem inequivocamente elucidados sobre QUEM GASTOU O QUÊ E COMO. Quais as razões objectivas que, num espaço relativamente curto (sensivelmente 2 anos) determinaram que as contas públicas portuguesas tivessem derrapado desta forma diria que criminosa e irresponsável. Mas a generalidade dos tugas vai seguramente preferir o folclore dos insultos e das calúnias. Depois não se queixem. Nós temos os politicos que merecemos. Mesmo à nossa medida.
Não acabem com o resto...
Pode até poupar. O problema está na paralisia económica e financeira que o FMI causa. Existem outras soluções. Mais sentido de estado entre os lideres das duas maiores forças politicas - é o que os Portugueses exigem. Acima de outros interesses...está o interesse Nacional. Não tornem Portugal uma Venezuela.
Ainda haverá restos para dar aos espanhois? Ver comentário
Eu ainda não percebi
Porque o governo não se pediu ajuda ao FMI, quando se começou ater problemas de empréstimos. Ou seja desde que o governo tomou posse do segundo mandato. Os politicos dizem que não é bom para o País? Mas pelos juros que estamos a pagar onde vamos parar? Eu sei que os politicos fazem tudo para não mostrar as suas asneiras, mas o que é que tem mais interesse, o partido ou o País? Não temos em Portugal politicos sérios. E ponho a questão, sendo assim não temos direito a que o POVO, exija matéria criminal, por falta de verdade, laxismo e falta de interesse? Porque não foi isso que foi prometido na campanha para as eleições! Nós por este andar e pela teimosia, nunca mais conseguimos pagar os juros, que fará a dívida. O POVO tem de pedir responsabilidades q esta gente, sejam de direita ou esquerda, ninguém está acima da lei, quando fazem falcatruas, mentem, enganam e sem competência. O POVO não suporta mais este estado de coisas, não pode ser o unico castigado no meio de isto tudo!
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