26/05/2012 atualizado às 15:12
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"Portugal está a fazer bons progressos", diz Olli Rehn

"Apesar dos seus recentes e elevados custos de financiamento, Portugal está a fazer bons progressos com o seu programa para garantir a sustentabilidade orçamental e melhorar a competitividade", afirmou o O comissário europeu dos Assuntos Económicos.

23:21 Quinta feira, 2 de fevereiro de 2012

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, disse hoje que Portugal está a fazer "bons progressos" na implementação do programa de ajuda económica externa,  nomeadamente na garantia de uma melhor sustentabilidade orçamental e competitividade.

"Apesar dos seus recentes e elevados custos de financiamento, Portugal está a fazer bons progressos com o seu programa para garantir a sustentabilidade orçamental e melhorar a competitividade", declarou Rehn numa conferência em Haia, na Holanda.

Sobre a atual crise da dívida, o comissário lembrou que os tratados europeus "dizem muito claramente" que os Estados-membros da União Europeia (UE) devem considerar as suas políticas económicas como "uma questão de interesse comum", o que nem sempre tem sucedido.
"Temos pago, e ainda estamos a pagar caro, pela nossa negligência neste respeito", considerou.

As novas regras sobre a governação económica, recentemente debatidas em Bruxelas pelos líderes e chefes de Governo da UE, requerem uma abordagem "nova e mais profunda para a integração económica", com base numa "compreensão clara de interdependência e de responsabilidade entre os Estados-membros dentro de uma união económica e monetária".

União cada vez mais económica


"Este ano será o ano em que a futura governação do Euro será determinada. E será o ano em que uma forte união monetária será finalmente complementada por uma união cada vez mais económica", reclamou Olli Rehn.

O comissário voltou a pedir aos países em dificuldade a aplicação de reformas estruturais, tidas como essenciais para potenciar o crescimento e económico, e que devem ser "de longo alcance, compreensivas e convincentes", podendo atingir áreas como o mercado de trabalho ou o setor público.

"Qual é a principal razão para a turbulência no mercado de dívida soberana? Evidentemente, é uma falta de confiança e segurança", sustentou, pegando no exemplo da Grécia, que deve atingir "progresso decisivo" nas reformas para ultrapassar o problema da confiança dos mercados.

A moeda única, concluiu o membro da "Comissão Barroso", "veio para ficar" e a atual reforma da governação económica fará com que o euro "saia mais forte da crise atual".

Lusa
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