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Portugal deixa morrer património

Portugal está a deixar cair os seus monumentos mais emblemáticos. Um terço do Património Mundial precisa de obras urgentes.

Alexandra Carita (texto), José Ventura (fotos)
17:50 Domingo, 4 de janeiro de 2009
Convento de Cristo: a limpeza da janela manuelina mais importante pode pôr em risco a manutenção da sua estrutura. O Laser seria o método mais aconselhável, mas é o mais caro
Convento de Cristo: a limpeza da janela manuelina mais importante pode pôr em risco a manutenção da sua estrutura. O Laser seria o método mais aconselhável, mas é o mais caro

Avista-se da cidade. Imponente. À medida que nos aproximamos torna-se gigantesco. Não é por acaso que o título de jóia da coroa lhe é atribuído. Mas ao percorrermos os 4800m2 de construção edificada que compõem o Convento de Cristo, em Tomar, a realidade afigura-se monstruosa. A chuva intensa marca-lhe cada fissura, cada mazela. Desde as ruínas do castelo ao hospital militar devoluto, aos claustros seguros por traves frágeis, à Janela Manuelina cujos motivos se escondem atrás dos líquenes... O que fizemos ao nosso património? A pergunta repete-se de Norte a Sul do país. E dá azo a uma outra, mais concreta, mais real e impossível de responder: quanto dinheiro será necessário para recuperar um universo histórico tão vasto?

Charola (raríssimo santuário datado da alta Idade Média), um dos "ex-libris" do Convento de Cristo, usufrui já de um programa activo de mecenato. A entrar na terceira fase de intervenção a nível das pinturas murais, viu a Cimpor sensibilizar-se com a degradação do seu deambulatório magnificamente decorado no século XVI. Mas faltam exemplos semelhantes, de Norte a Sul do país.

Na Sé de Évora onde o vento e chuva batem contra as janelas em ferro que compõem a cabeceira do edifício, sente-se essa falta de intervenção, assim como se sente e vê a olho nu na Igreja de São Francisco, de arquitectura gótico-manuelina e que integra a famosa Capela dos Ossos. As vigas de madeira que sustentam a nave da igreja, a maior nave central da Península Ibérica, estão a ruir e a abrir brechas por todo o lado.

Lixo na Sé de Lisboa, risco na Ribeira
Sé de Lisboa: no claustro, já não se reconhecem adornos, arcos ou capitéis
Sé de Lisboa: no claustro, já não se reconhecem adornos, arcos ou capitéis

Também na Sé de Lisboa, entre as diversas orações que lá se fazem, algumas são em intenção da própria estrutura da igreja - para que não ceda e para que as placas de vidro não caiam em cima de ninguém. Ali só através de passadeiras de metal se consegue atravessar o claustro - imenso buraco aberto há 30 anos, a mostrar ruínas de edificações anteriores (romanas ou islâmicas, não se sabe ao certo). Ali, excrementos de pombo convivem com garrafas de plástico, sacos e lixo avulso, enquanto os turistas deambulam por entre arcos, ogivas, capitéis e inscrições com uma história mais velha do que Portugal. É triste, mas é verdade.

Na Ribeira, no Porto, o cenário não é mais animador. O perigo de derrocada não ameaça só visitantes, vive dentro da cabeça de moradores e comerciantes. Em Valença do Minho, as muralhas da fortaleza também podem cair. As de Campo Maior, Serpa e Estremoz, no Alentejo, estão por tratar. Em Santarém, o Tejo treme sem saber quando vai receber as pedras da muralha que espera por verbas para uma solução definitiva, constantemente adiada pelos problemas de engenharia. A Fortaleza da Ínsula, em Caminha, tem a erosão como maior inimiga. A Ermida de São Gião da Nazaré não tem melhor sorte. A mesma do Mosteiro de Pitões das Junias, no Gerês. No Algarve, Cacela-a-Velha já não reconhece as suas muralhas, e Tavira não sabe sequer se a vila romana de Balça terá futuro.

Castelo de Monsaraz: a ameaça é um parque de estacionamento
Castelo de Monsaraz: a ameaça é um parque de estacionamento

Ao abandono está, ainda, a Fonte do Milho, um sítio romano em pleno Douro. Mais acima, em Bragança, a Lorga de Dine, na Gruta de Vinhais, no concelho de Bragança, tem as estalactites serradas. O local foi vandalizado e nem a Direcção Regional de Cultura do Norte sabe disso. Diz que a tutela não é sua e explica que alguém tem a chave da porta que dá acesso ao sítio pré-histórico. O vandalismo toma formas diferentes em Silves, Monsaraz e, mais uma vez, Bragança. O castelo da vila algarvia viu as suas muralhas serem abertas para que uma nova porta se construísse, na vila alentejana, ao lado da fortaleza nasceu uma cratera para estacionar automóveis, e na capital de Trás-os-Montes há uma esplanada de vidro colada à velha Domus Municipalis. E os exemplos multiplicam-se.

Ministério promete medidas

O Ministério da Cultura, que tutela todo o património imóvel nacional, já avançou com uma primeira proposta: lançar o desafio às grandes empresas de obras públicas para, em forma de mecenato, oferecerem 1% de cada empreitada que lhes seja adjudicada em obras de requalificação. Castelos, igrejas, mosteiros, palácios, sítios arqueológicos, centros históricos...

Sé de Évora: as janelas da cabeceira do edifício estão a ruir
Sé de Évora: as janelas da cabeceira do edifício estão a ruir

Há muito por onde escolher e trabalhos de todas as dimensões à espera de serem iniciados. A solução, importada de Espanha (cujo Estado adoptou mesmo uma taxa fixa de 2% a cada empreitada pública), surge como o único caminho. Mas a proposta do Governo não saiu até agora da gaveta e não passa de uma miragem.

Felizmente, além do já citado exemplo do mecenato da Cimpor, outros bons exemplos vão florescendo. Em Évora, a Fundação Eugénio d'Almeida toma a dianteira para requalificar o Palácio da Inquisição, o Pátio de S. Miguel, o Palácio da Condessa de Vila Alva. E associa-se à Câmara Municipal e à Direcção Regional de Cultura do Alentejo no projecto Acrópole XXI (10 milhões aprovados pelo QREN) recuperar a Torre do Salvador, a Casa de Burges...

Mas Lisboa e toda a região do Vale do Tejo, já não têm direito (por via do seu nível de vida médio) a quaisquer fundos comunitários, o que ainda agrava o problema. É nesta região que o mecenato terá de ser decisivo.

O alerta está lançado, mas a resposta cinge-se a dois artigos da Lei do Património (por regulamentar há oito anos), que entrarão em vigor em 2009: as regulamentações da actividade arqueológica e da intervenção em centros históricos com base na criação de Zonas Especiais de Protecção nas envolventes dos edifícios classificados. O Estado sabe que está em dívida, a consciência pesa-lhe e pesa-lhe mais ainda quando pensa na indústria do turismo.


Os números do património

3297- imóveis classificados em todo o território português

793- edifícios classificados como Monumentos Nacionais

2085- edifícios estão classificados como imóveis de interesse público

13- classificações de Património Mundial inscritas na lista da UNESCO. Um terço estão em risco


27 milhões de euros para os monumentos da Humanidade

Com as campainhas de alarme a soar, as autoridades prometem que 2009 é o ano em que o dinheiro vai começar a chegar. Será mesmo? Para já, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico (IGESPAR) vai contar com 2,8 milhões para iniciar um programa de recuperação dos monumentos portugueses inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO. O plano de requalificação conta com uma comparticipação da UE de 55% e é ainda uma parceria do Ministério da Cultura com o Ministério da Economia através do Turismo de Portugal e com as câmaras municipais. Chama-se Rota do Património Mundial, inclui intervenções em cinco edifícios classificados e demorará cinco anos a executar.

O Mosteiro da Batalha, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Mosteiro de Alcobaça e o Convento de Cristo serão os usufrutuários da maior fatia dos ¤25 milhões. As acessibilidades e a envolvente dos edifícios serão o primeiro passo a ter em consideração pelo IGESPAR, que tutela os monumentos património da Humanidade. Mas, a seu tempo, cada um deles será intervencionado.

Os diagnósticos já estão feitos e os projectos de intervenção definidos. O Plano de Pormenor para a envolvente do Mosteiro da Batalha vai resolver os problemas de concentração dos edifícios que o rodeiam e reorganizar os arruamentos circundantes. O objectivo é desafogar o mosteiro e desviar ainda a estrada nacional, muito movimentada e poluidora - um dos factores que mais tem contribuído para a degradação da pedra que serve de estrutura ao edifício.

Os terrenos a Norte do Mosteiro de Alcobaça vão ser expropriados para que seja criada uma zona com características mais compatíveis com a riqueza do monumento. Mas a grande intervenção em Alcobaça será a recuperação da ala Norte do Mosteiro. O antigo hospício, devoluto há 15 anos, dará lugar a uma unidade hoteleira de prestígio, que não comprometa a dignidade do edifício. Ainda na ala Norte, está em aberto a possibilidade de criar um espaço cultural capaz de albergar o espólio de Vieira Natividade, uma oficina para os barristas de Alcobaça ou um pólo universitário.

Em Tomar, as verbas serão aplicadas na requalificação da Mata dos Sete Montes, aproximando significativamente o Convento de Cristo da cidade e da população. Na capital do país, o IGESPAR pensa trabalhar a ala nascente do Mosteiro dos Jerónimos no sentido de a elevar, dando-lhe outra escala urbana. Quanto à Torre de Belém, as obras vão fixar-se na construção, no Forte do Bom Sucesso (mesmo ao lado) de uma zona de acolhimento com direito a bilheteira e instalações sanitárias, ficando o monumento liberto para que se desenvolva no seu interior um centro interpretativo.

Apenas com tutela normativa sobre os restantes espaços classificados pela UNESCO, o IGESPAR (representante do Ministério da Cultura na Comissão Nacional da UNESCO) promete não baixar os braços em relação à fiscalização da observação de todos os critérios definidos internacionalmente para que os títulos não sejam objecto de revisão. Sintra, Évora, Porto, Angra do Heroísmo, Vale do Côa, Guimarães, Pico e Madeira também não querem perder as suas características originais e correr o risco de serem excluídos da lista do Património da Humanidade.

Recorde-se que a vigilância por parte da UNESCO está cada vez mais apertada e que a tolerância se aproxima do zero. Há dois anos que o centro histórico de Dresden, Alemanha, está suspenso da lista devido à construção de uma ponte na zona.Além das medidas já enunciadas, o IGESPAR pretende ainda aplicar parte da verba proveniente do QREN na valorização e animação dos monumentos, que passarão a contar com uma programação cultural regular e a funcionar em rede. O Programa Informação Turística dará, depois, corpo à Rota do Património Mundial, colocando-a no mapa de um turismo.

Portugal Património da Humanidade

1983 Centro Histórico de Angra do Heroísmo, nos Açores
1983 Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, em Lisboa
1983 Mosteiro da Batalha
1983 Convento de Cristo, em Tomar
1988 Centro Histórico de Évora
1989 Mosteiro de Alcobaça
1995 Paisagem Cultural de Sintra
1996 Centro Histórico do Porto
1998 Sítios Arqueológicos no Vale do Rio Côa
1999 Floresta Laurissilva na Madeira
2001 Centro Histórico de Guimarães
2001 Alto Douro Vinhateiro
2004 Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, nos Açores

Texto publicado na edição do Expresso de dia 3 de Janeiro de 2009.

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Sintoma de uma decadência irreversível
Malekas (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 18:12 | Domingo, 4 de janeiro de 2009
O pouco património histórico-cultural existente em Portugal, tem sido tomado por empresas da área do turismo (hotelaria) que transforma fortes, mosteiros, conventos, palacetes e palácios em Pousadas de luxo, só ao alcance de alguns. Em Portugal chegou-se ao cúmulo de muita gente pensar que o maior desígnio da vida é o de... ganharem dinheiro. Ganha-se dinheiro com tudo. Os escrúpulos vão escasseando, a matriz da verdadeira identidade nacional vai-se esfumando e o que resta são tipos esquisitos (para não chamar outro nome) cuja única finalidade que conhecem é o de fazer negócio. Preocupante o estado a que chegou este País, onde tudo, ou quase tudo, é votado ao abandono, simplesmente porque não dá nem votos nem rende dinheiro. Mas para se construirem estádios para um evento - de utilidade duvidosa - que não durou mais de 3 semanas, apareceram logo não sei quantos milhões de euros. A maioria deles está às moscas e sem qq. utilidade. Até quando estaremos entregues a esta casta de gente ? Portugal, como alguém disse há muito pouco tempo, tornou-se num antro muito mal frequentado.
 
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pamaga (seguir utilizador), 1 ponto , 10:44 | Segunda feira, 5 de janeiro de 2009
Palácio Nacional de Mafra e não só...
sojna (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 23:32 | Domingo, 4 de janeiro de 2009
Por viver no Concelho de Mafra não posso deixar de chamar a atenção para o que se tem passado com o Palácio da minha Vila. A anterior Directora mercê de grandes esforços e de procura de Mecenato conseguiu arranjar dinheiro para reabilitar os seis Orgãos da Basilica, acontece que em todo o Mundo, repito em todo o mundo,não existe nenhuma Igreja ou Basilica com seis Orgãos, ninguém vivo ouviu tocar estes seis Orgãos, mas e os Carrilhões, que já foram um ex-libris do Palácio, o que se tem feito ? Nada... Se os telefones estiveram cortados porque não havia dinheiro... Se as casas de banho não eram arranjadas porque não havia dinheiro... E o que dizer da Biblioteca, que utiliza, PASME-SE um levantamento dos livros existentes, feito no Sec XIX por um frade, isto quando existem hoje tecnicas modernas, que permitiriam ter todos os livros devidamente catalogados... Que dizer do pessoal que acabou contratos e doutro que foi reformado e não foi subsituido... Muito mais haveria para dizer, mas ao Governo nada disto interessa, é mais importante sustentar descaradamente a Colecção Berardo no C.C.B. isto sim é Politica Cultural, depois é a borla senão ninguém lá ia e era um fiasco, e então todos nós sustentamos esta marmelada ao Sr. Comendador.
Já agora e o Mosteiro de S.João de Tarouca que está ao completo abandono ? O que se vai passar quando o dedicado Sr. Caetano, já não poder deslocar-se ao Mosteiro ? Fecha para obras...
 
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IPPAR e IGESPAR uma desgraça
mpreto (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:41 | Segunda feira, 5 de janeiro de 2009
Uma vez telefonei ao IPPAR com uma dúvida sobre o forte SJ.Baptista nas Berlengas e a resposta foi: "forte?! Existe um forte nas Berlengas?"
O IPPAR autorizou a demolição de um palacete do Sec. XIX em Estoril com uma restrição: a nova construção moderna não pode tocar na palmeira real que existe no jardim (!!!) Pode-se deitar abaixo os edifícios históricos característicos desta região turística mas nada de mexer nas palmeiras. Dezenas de outras casas típicas estão em derrocada e nem o IPPAR nem a Câmara fazem alguma coisa (mas eu já fui multado por transportar uma palmeira real sem autorização).
 
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Portugal está a morrer!
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 18:02 | Domingo, 4 de janeiro de 2009
sem comentários. tudo neste país está a morrer, menos os corruptos políticos!
 
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Alternativas a mamarrachos
red scorpius (seguir utilizador), 1 ponto , 18:34 | Domingo, 4 de janeiro de 2009
Por que não adaptarem-se mais monumentos a sedes de diversas entidades em alternativa aos novos mamarrachos, para os quais há sempre dinheiro?
De uma cajadada, recuperava-se o património e reduzia-se a profusão de edifícios aberrantes que brotam com enorme frequência.
Seria também uma forma de revitalizar os centros históricos das cidades cada vez mais votados ao abandono.

 
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Viva os 3 Fs
José Manuel-CHGenève (seguir utilizador), 1 ponto , 18:40 | Domingo, 4 de janeiro de 2009
Os portugueses não querem ser portugueses! e estão-se a marimbar para o seu património!

O IPAR é uma cambada de incompetentes gerido por interesses ideológicos partidários!

O estado português destrói o património, exemplo da alienação da época dos descobrimentos do que fizeram a escola náutica de Sagres;
http://www.dightonrock.co...

E preparam-se para fazer o mesmo com ao Museu dos Coches com o horroroso caixote deste arquitecto brasileiro!!!
(dinheiro que devia ser utilizado para a manutenção de tantos monumentos históricos em ruínas !!!)
http://arquitek.blogspot....

"Assassínio" e desenquadramento do património português.
Desleixo que tanto prazer faz aos comunistas & socialistas que não desistem de alienar o passado estorrico português!
Nojo e vergonha de ser português no estrangeiro.
Viva a senhora de Fátima o fado e o Benfica! e Portugal que se lixe...
 
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Portugal deixa morrer património
userEX25194 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:59 | Domingo, 4 de janeiro de 2009
Pobre povo português que ve seus governantes deixarem ao leu monumentos importantes que contam a sua linda história.
Imaginem se nossos antepassados fizessem o mesmo.....
 
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Vergonha nossa!
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 20:24 | Domingo, 4 de janeiro de 2009
Falta-nos sangue nas veias! Se fossemos um povo como devíamos, já andavamos na rua a exigir que se olhe para esta miséria! A exigir que não façam TGV's nem Aeroportos, nem mais nada, enquanto isto não estiver resolvido! Se fossemos um povo a sério, já estávamos à porta do Ministro da Cultura ! já haveria petições na net, e daqui a pouco tempo o assunto seria objecto de discussão na Assembleia, de resolução imediata. E o Presidente, se assim não fosse, demitiria estes individuos que nos andam a manipular, a defender banqueiros amigos, a fingir, a trapacear! É dificil calar a revolta! Não posso com esta cambada de gente inculta, arrogante, mentirosa que só pensa em dinheiro. Vendilhões do Templo !!!
 
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Património
Leiki (seguir utilizador), 1 ponto , 20:33 | Domingo, 4 de janeiro de 2009
Quando não se educa um Pôvo, temos uma Nação que não sabe dar valor e muito menos estimar a sua história.
E essas pessoas estão em todos os extractos socias, incluindo, claro está, nos vários organismos de poder, autarquias, governos regionais, governos civis, governo da república, por aí fora.
A única importância passa a ser o titulo, não a substância.
Assim se vai indo aos poucos acabando com uma Nação de 900 anos de história. Enfim, seremos outra coisa qualquer. O que me vale é que não tenho, nunca quis nem quero ter filhos para não ficar a angústia do futuro que lhes está reservado.
 
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PARA QUÊ O TGV?
Doisémes (seguir utilizador), 1 ponto , 20:41 | Domingo, 4 de janeiro de 2009
Porque é que em vez disso não se aplica esse dinheiro na requalificação urbana e rural de norte a sul do País?

Criar-se-iam umas linhas de crédito, em conjunto com os bancos que têm o aval do Estado, muitas seriam a fundo perdido porque a maioria dos portugueses são pobres, e fazia-se a grande Obra Pública de fazer obras nas casas dos portugueses, restaurar as fachadas e arranjar soluções para os horríveis estendais de roupa que já não são permitidos nos países civilizados.

Dinamizava-se a economia, através de PMEs locais, empregava-se o mesmo número de imigrantes, dava-se trabalho a engenheiros, arquitectos, pedreiros, pintores, electricistas e serventes, a outras profissões indirectamente, pessoas que deslocalizadas se poderiam até fixar no interior impedindo o seu despovoamento.

Ganhavam os portugueses, porque ficavam com as suas casas arranjadas.

Ganhava o País, porque sendo a única riqueza natural o clima, tendo o património restaurado, poderíamos ser mais agressivos no turismo, grande e praticamente a única fonte de receitas.

Em vez de construir mais, vamos reparar o que temos.

P.S. Há lugares tão sujos e degradados, que só de pensar que turistas podem ver, me fazem corar de vergonha...

Sr. 1º Ministro: Se os custos forem os mesmos faça esse "mimo" aos portugueses...

Para que todo o Portugal seja tão bonito como Óbidos e Monsanto da Beira, um verdadeiro Portugal dos Pequenitos.
 
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A explorar pelo turismo
socontamasqueentram (seguir utilizador), 1 ponto , 22:51 | Domingo, 4 de janeiro de 2009
Acho que todos estes espaços que estão abandonados pelo Estado já por várias décadas devem ser arrendadas a quem queiram explorar como unidades hoteleiras. Garantirá aos Portugueses a conservação da sua identidade histórica e ao mesmo tempo proporcionará a mais valia de criação de emprego e para o investidor lucro. Há bastantes casos cá em Portugal de sucesso(estou a lembrar de por exemplo o Inatel, Pousadas de Portugal etc) ou lá fora como Paris onde existem vários hóteis de luxo em edificios históricos.
 
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Património para quem?
B l u e S k y (seguir utilizador), 1 ponto , 9:36 | Segunda feira, 5 de janeiro de 2009
A arte tem cada vez menos importância nos currículos do ensino básico e 3ºciclo. A culpa é inteirinha do estado que fecha os olhos e assobia para o lado. Sampaio decorou o palácio de Belém com obras de Paula Rego, mas nada se faz para se presevar o pouco que resta da nossa identidade cultural. Há mihões para estádios inúteis mas deixa-se cair o que de melhor temos neste imenso Portugal.
Mas também com um governo liderado por um Primeiro Ministro que projectou casas absolutamente pirosas estão à espera de quê? ...de um milagre?
 
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Assassinos...!
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 1 ponto , 9:49 | Segunda feira, 5 de janeiro de 2009
É a medíocridade de hoje a tentar ofuscar os feitos e grandeza do passado.

É uma casta dirigente ignorante a tentar destruir as referências culturais de um povo.

Uma professora de uma escola transmontana foi com uma excurssão de alunos a Lisboa. Depois de uma manifesta indignação de um pai que perguntou ao filho se tinha ido ao Mosteiro dos Jerónimos e recebeu como resposta que tinham ido às Amoreiras, o Presidente da Câmara afirmou que as Torres das Amoreiras eram mais importantes do que o Mosteiro.

Está tudo dito. O Estúpido é o Alberto João Jardim.
 
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Portaria 59/2005
Alexix (seguir utilizador), 1 ponto , 14:06 | Segunda feira, 5 de janeiro de 2009
Visite o blogue: http://portaria-59.blogsp...
e veja como os governos roubam o património.
 
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Me duele el alma...
LisQue2 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:26 | Segunda feira, 5 de janeiro de 2009
E é precissamente isto o que sinto quando desafortunadamente contemplo artigos como estes....´

Cómo é possível que todo aquilo que faz parte de todos nós, que nos representa, que nos faz mais fortes ao recordar o passado e contemplar as lutas ganadas para chegar a donde estamos tenham sido totalmente abandonadas???

Donde está esse grande amor à Pátria da qual eu tanto ouví falar? donde está essse governo? para donde vão todos os nossos impostos? por que essas pessoas com tanto dinheiro não investem em essa parte do nosso arte e recebem descontos por parte do estado? por que os vizinhos desses bairros não andam a procura de conseguir firmas para que o Presidente da Câmara faça bem o seu trabalho e investigue que está a fazer o pessoal do Concelho de Cultura?

Sei que, em algumas cidades o que se faz é que as empresas privadas, capaces de investir grandes quantidades de dinheiro terminaram por reformar e depóis colocar os seus escritórios dentro de antiguos edificios... mas com a possivilidade de que uma grande parte possa ser conhecida e visitada pelo público!!!

Donde estão nestes momentos esses assessores que são pagos com o dinheiro de todos? donde esses artistas que tanto criticam mas que, quando poderíam actuar colaborando com o seu nome não ajudam a estas labores??

Portugal, que fizemos contigo???
 
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