26/05/2012 atualizado às 15:01
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Portugal "adaptou-se mal" ao euro, diz Luís Amado

Na abertura do Seminário Diplomático, que todos os anos reúne em Lisboa os diplomatas portugueses, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros diz que "a forma como a economia portuguesa reagiu à integração na União Económica e Monetária penaliza-nos". 

18:28 Segunda feira, 5 de janeiro de 2009
Luís Amado defende que é determinante manter as reformas iniciadas para que o país possa adaptar-se à nova realidade
Luís Amado defende que é determinante manter as reformas iniciadas para que o país possa adaptar-se à nova realidade
Miguel A. Lopes/Lusa

Portugal "adaptou-se mal" à integração na moeda única europeia, sobressaindo problemas estruturais como a existência de um "Estado pouco eficiente, uma economia pouco competitiva e uma sociedade com pouca autonomia", afirmou hoje Luís Amado. 

"Sabemos todos que a forma como a economia portuguesa reagiu à integração na União Económica e Monetária penaliza-nos e temos assistido a um processo de divergência paulatino com a União Europeia nos últimos tempos. Esse é um processo que nos aflige a todos", disse o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, na abertura do Seminário Diplomático, que todos os anos reúne em Lisboa os diplomatas portugueses. 

"E aí, os aspectos estruturais mais difíceis com que temos de lidar vieram ao de cima e estamos a vivê-los no dia a dia: um Estado pouco eficiente, uma economia pouco competitiva e uma sociedade com pouca autonomia, excessivamente dependente do Estado", disse. 

Segundo Amado, "o Governo procurou reagir" através de um programa de reformas nos sectores fundamentais e de um esforço de contenção que permitiu "durante dois anos ter o défice mais baixo dos últimos 30 anos", mas a grave crise internacional "veio evidenciar com toda a crueldade" esses problemas estruturais e "interromper um processo de recuperação que o país vinha seguindo".

"No momento em que é preciso mais intervenção do Estado, o Estado tem limitações e constrangimentos orçamentais inquestionáveis. No momento em que a economia se devia flexibilizar e adaptar rapidamente a uma mudança de ambiente tão drástica, as fragilidades do tecido produtivo português sobressaem. E no momento em que precisávamos de uma sociedade mais forte, com níveis de bem-estar sustentáveis, a fraqueza do tecido social evidencia-se", declarou. 

O ministro defende, todavia, que é determinante manter as reformas iniciadas para que o país possa adaptar-se à nova realidade. 

"É um facto que esta linha de rumo (de reformas e correcção do défice) não deixa de ser perturbada pela crise internacional gravíssima (...) mas é absolutamente determinante termos consciência das dificuldades do país mas também da linha de rumo que é preciso manter para que o país possa adaptar-se às mudanças que estão em curso", disse. 

"É absolutamente indispensável que essa linha de rumo se mantenha: tornar o Estado mais eficiente, tornar a economia mais competitiva e tornar a sociedade mais autónoma, menos dependente", insistiu, falando aos diplomatas.

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Estranho!
OVIRIL (seguir utilizador), 1 ponto , 21:56 | Segunda feira, 5 de janeiro de 2009
O "homem" que matou o ensino do português pelo mundo fora, matará também as nossas relações económicas?Perigoso, não?! O seu discurso foi assim há dois anos e as escolas portuguesas no estrangeiro fecharam todas. Quando será afastado das suas funções? O povo que decida!
 
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Os mais desfavorecidos empobrecem com o Euro
acps (seguir utilizador), 1 ponto , 21:57 | Segunda feira, 5 de janeiro de 2009
Na minha opinião os comerciantes adaptaram-se muito bem. Como exemplo temos o café que aumenta 10 escudos anualmente. Quando aconteceu de o café aumentar 10 escudos? Na feira pediram-me 5€ por dois molhos de couves, que não custavam mais de 300 escudos. Como não quis, ofereceu-me por 4€. Pediu-me para valorizar, ofereci 3€. Entregou-me logo. Fiz as contas, vi que fui levado. Quando aconteceu abaterem 400 escudos em dois molhos de couves?
 
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    Re: Os mais desfavorecidos empobrecem com o Euro    Ver comentário
certo iactu (seguir utilizador), 2 pontos , 22:53 | Segunda feira, 5 de janeiro de 2009
E quem defende os desfavorecidos?
algumasletras (seguir utilizador), 1 ponto , 1:25 | Sexta feira, 1 de maio de 2009
Políticos? Governo? Não. Ninguém defende os desfavorecidos porque neles não veem uma contra-partida aliciante e vantajosa. Os pobres só têm voz duas semanas antes e duas após o fecho das urnas eleitorais. Aos comerciantes interessou-lhes pensar que o €uro valia 100$00... E o estado onde andava? A dormir, como de costume! É que os comerciantes já não são propriamente da mesma classe que os ditos pobres... sempre senti a revolta dessa ingrata conversão.E foi nesse sentido que eliminei "tomar café" da minha vida.. Não adiantará, mas pelo menos sinto maior a franqueza da minha consciencia...
 
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