26/05/2012 atualizado às 18:43
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Porto: Recurso pede penas máximas para grupo de "Pidá"

A procuradora Helena Fazenda solicitou hoje penas máximas de 25 anos de prisão para todos os quatro condenados pelo homicídio do segurança Ilídio Correia, entre os quais Bruno "Pidá", num recurso para a Relação do Porto.

Joaquim Gomes (www.expresso.pt)
23:35 Sexta feira, 26 de fevereiro de 2010
Bruno Pinto (Pidá) foi
condenado a 23 anos de prisão a 19 de Janeiro passado
Bruno Pinto (Pidá) foi condenado a 23 anos de prisão a 19 de Janeiro passado
Estela Silva/Lusa

O Ministério Público (MP) solicitou hoje aplicação de penas máximas de 25 anos de prisão para os quatro condenados pela morte do segurança caboverdiano Ilídio Correia, que tinham sido condenados com 23, 22 e 21 anos de prisão, pelo Tribunal de São João Novo, em 19 de Janeiro deste ano.

Bruno "Pidá" foi condenado em 23 anos, Fernando "Beckham" a 22 anos, Ângelo "Tiné" e Mauro "Matumbo" a 21 anos, mas a procuradora do MP, Helena Fazenda, entende que todos devem ser condenados à pena máxima de 25 anos, atendendo à gravidade dos crimes e aos factos provados pelos juízes.

A procuradora que representou o Ministério Público, no julgamento, tinha pedido penas mais baixas que Helena Fazenda. Luísa Simões solicitara ao Tribunal Colectivo penas que só no caso de Bruno "Pidá" coincidiram, 25 anos. Para Fernando "Beckham" e Mauro "Matumbo" pediu penas nunca inferiores a 24 anos e para Ângelo "Tiné" nunca menos de 20 anos. Mas a procuradora que coordena as investigações ao fenómeno da criminalidade da noite do Porto, Helena Fazenda, solicitou hoje condenações de 25 anos para todos os quatro arguidos condenados.

Defesa surpreendida


Os advogados de defesa dos principais arguidos, que já tinham recorrido, podem agora ser confrontados com o agravamento das penas. Mas caso o Ministério Público não tivesse recorrido, não seria possível, aos tribunais superiores (Relação do Porto e Supremo Tribunal de Justiça), aumentar a medida das penas, segundo o Código de Processo Penal (CPP). Quando o recurso parte exclusivamente da defesa as condenações nunca podem ser agravadas pelos juízes desembargadores ou conselheiros, ainda segundo estabelece o CPP. O recurso de Helena Fazenda troca as voltas à defesa.

A defesa dos arguidos do processo "Noite Branca" foi surpreendida com este recurso, desde logo por ter sido outra procuradora do MP que não do julgamento, segundo apurou o Expresso. Mas a orientação do procurador geral da República, Pinto Monteiro, cometeu aos coordenadores também recorrer. O mesmo sucedeu com Maria José Morgado, que coordenou as investigações do processo "Apito Dourado".

Os quatro homicídios do caso "Noite Branca" estão longe do terminar as suas tramitações, nos tribunais. O primeiro a ser julgado, o do segurança Nuno "Gaiato" assassinado, acabou com a condenação a 12 anos e meio, para o principal arguido, Hugo Rocha, que é irmão de um dos autores do massacre na boîte "Meia Culpa" - com 13 vítimais mortais - cometido na década de 1990, em Amarante, num incêndio criminoso e que provocou o pânico a alternadeiras e clientes. Na altura Helena Fazenda era a directora adjunta do juiz Fernando Negrão, actual deputado do PSD e que liderava a Polícia Judiciária.

Para além dos assassínios de Nuno "Gaiato" e de Ilídio Correia, falta ainda esclarecer os outros dois homicídios, o do empresário Aurélio Palha e o do segurança Alberto Ferreira ("Berto Maluco"), cometidos em 27 de Agosto e 9 de Dezembro de 2007. O primeiro deverá estar prestes a ter acusação e o segundo é mais enigmático - segundo confirmou o Expresso junto da PJ.

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Fas-me confusão
caprylm56 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 8:31 | Sábado, 27 de fevereiro de 2010
Que casos como este sejam resolvidos rápidamente, e no que toca a casos dos politicos arrasta-se até tentarem prescrever?
Mas o sócrates sabe bem o que fas, e não é magistrado?
 
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Será ouvida?
flyboy (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 9:54 | Sábado, 27 de fevereiro de 2010
Pedir,pediu.Mas será que o tribunal,formado por portuenses e talvez portistas,a vai ouvir? Os antecedentes não são nada animadores.Veja-se o caso do Apito Dourado
 
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Então agora...
anticabecudos (seguir utilizador), 1 ponto , 2:28 | Sábado, 27 de fevereiro de 2010
o vosso padrinho o vosso Deus não vos ajuda...??? lol lol lol
 
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O esterco da sociedade........
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 12:21 | Sábado, 27 de fevereiro de 2010
.....dentro vivem com os nossos impostos e cá fora só estragam a vida a outros. Solução:

PENA DE MORTE
 
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Pena máxima!
couvegalega (seguir utilizador), 1 ponto , 13:34 | Sábado, 27 de fevereiro de 2010
É óbvio que estes assuntos "só se resolvem" com pena máxima!
E digo só se resolvem, apesar de ficar com muitas dúvidas, pois como sabemos estes gajos daqui a uma dúzia de anos estão cá fora!
Esta moldura criminal só existe em abundãncia no Texas ( estado americano mais problemático). Aí a pena de máxima, é a morte!
Não vou por aí, pois como crente acho isso tão ignóbil
como um crime. Mas pôlos a secar ao sol de sacho, na mão numa qualquer horta, de manhã à noite, eram capaz de ganhar algum juízo!!
 
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No Hay Mal Que Por Bien No Venga
Giuseppe D'Argento (seguir utilizador), 1 ponto , 20:06 | Sábado, 27 de fevereiro de 2010
☞ Uma série de eventos belicistas que envolvem homícidios qualificados.

☞ A PJ e o MP encarregam-se de investigar os casos, apurar a verdade dos factos, defender as partes lesadas, e acusar as partes infractoras: instauram-se quatro processos-crime.

☞ A Lei Penal portuguesa é clara. Sem embargo, em matéria de decisão judicial, o problema maior coloca-se geralmente no plano da descoberta da verdade dos factos.

☞ Uma correcta instrução do processo é meio-caminho andado para a resolução do caso, que normalmente deverá ser sentenciado em julgamento.

☞ Os meios de prova -- e a sua correcta escolha -- são determinantes para o apuramento da verdade dos factos.

∴ Enfim, sobre esta novela, em particular, não vou tecer qualquer comentário em concreto, todavia, conviria enfatizar que qualquer erro de julgamento, por mínimo que seja, pode ser tão ou mais nocivo que a vontade de castigar ou pré-sentenciar os arguidos com penas máximas.

P.S. MOTD: "Después de la tempestad viene la calma."
 
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