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Porteiro da escola de Leandro alvo de processo disciplinar (vídeo)
Porteiro da escola de Mirandela incorre numa sanção disciplinar quer pode levar à sua expulsão da Função Pública, por ter resultado na morte de um aluno. (Veja vídeo SIC)
Um dos porteiros da escola de Leandro, a criança de 12 anos que morreu afogada no rio Tua, vai ser alvo de um processo disciplinar, determinou o inquérito conduzido pela autarquia a que Lusa teve hoje acesso.
A escola EB 2/3 Luciano Cordeiro tem dois porteiros e aquele que se encontrava de serviço à hora de almoço a 2 de março poderá vir a ser sancionado disciplinarmente por não ter evitado a saída do grupo de alunos que acabou na morte de Leandro.
O funcionário, que depende hierarquicamente da autarquia, incorre numa sanção disciplinar que poderá levar à aplicação da sanção mais grave, a expulsão da Função Pública, por ter resultado na morte de um aluno.
Porteiro estava reportado em relatório do Ministério da Educação
O porteiro já tinha sido identificado no inquérito realizado pelo Ministério da Educação que ilibou a escola de responsabilidades e não encontrou motivo para procedimento disciplinar daqueles que dependem diretamente do Ministério, ou seja, docentes e dirigentes.
Como o pessoal não docente está integrado nos quadros municipais, o Ministério remeteu certidões à autarquia para que agisse em conformidade, o que levou à realização de novo inquérito, cujas conclusões são hoje conhecidas.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***
Uma empresa portuguesa e outra japonesa decidiram enfrentar-se todos os anos numa corrida de canoa, com oito homens cada. As duas equipas treinaram duramente e no dia da corrida estavam na sua melhor forma. No entanto os japoneses venceram por mais de um quilómetro de vantagem.
Depois da derrota, o Director Geral da empresa portuguesa decidiu que ganhariam no ano seguinte e criou um grupo de trabalho para examinar a questão.
Após vários estudos, o grupo de trabalho descobriu que os japoneses tinham sete remadores e um capitão…enquanto a equipa portuguesa tinha um remador e sete capitães. Perante essas conclusão, o Director Geral teve a brilhante ideia de contratar uma empresa de consultadoria para analisar a estrutura da equipa.
Depois de longos meses de trabalho, os especialistas chegaram à conclusão de que a equipa tinha capitães demais e remadores de menos.
Com base no relatório dos especialistas, o Director Geral da empresa decidiu mudar a estrutura da equipa. A equipa seria agora composta por quatro comandantes, dois supervisores, um chefe de supervisores e um remador. Especial atenção seria dada ao remador. Ele teria que ser melhor qualificado, motivado, e consciencializado das suas responsabilidades.
No ano seguinte, os japoneses venceram com dois quilómetros de vantagem.
Perante a grave derrota o Director Geral da empresa despediu o remador por causa do seu mau desempenho.
Entretanto, nomeou uma comissão para estudar a substituição da canoa...
olha mais um "Bibi" ( claro que metaforicamente falando ) no caso do Bibi todos foram la mas quem se tramou foi o "motorista" neste caso .... tendo o Leandro se queixado diversas vezes e a direccao da escola nao ter feito nada claro que agora o que se vai tramar vai ser o porteiro por ter deixado os miudos sair da escola!!
Sinceramente ... nao tem explicacao a justica em Portugal!!
como o ditado "quem nasceu lagartixa nunca chega a jacare" !!!!!
Afinal;até que ponto;funciona tudo aí no meu portugal..Mas realmente;será que este funcionário público;é mesmo responsável..??Agora ele;também tem direito á sua defesa..Então ainda vai correr muita água nesse rio do tua;e debaixo da ponte;lá em mirandela..até quando..???cumpts..kantiflas.
Tal como no Irão há um chefe religioso que encontrou culpados pelos sismos ( são as mulheres, quem duvida?) também nós em Portugal resolvemos (quase) tudo detectando culpados. Neste caso é o porteiro. Como é que não perecebemos isso logo desde o princípio? Como somos estúpidos! Punido este culpado teremos resolvido o problema do bullying. Há dúvidas?
Li o artigo de uma jornalista do JN dois dias depois da tragédia e fiquei estupfata, não é que a jornalista se dirigiu ao porteiro e este ainda simolou uma entrevista perguntando se queria saber da morte... Só que teve azar e era mesmo uma grande jornalista e então meteu a ironia no saco e não falou mais. Para terminar só queria dizer que esse artigo publicado no JN no segundo dia após a tragédia foi das coisas mais lindas que li.
Num país de gente mesquinha e irresponsavel nada como culpar o menos responsável para que os mais responsaveis continuem a cometer erros convencidos de que são os maiores e melhores e principalmente os protegidos. Num país a sério ele ia, mas também iam o responsavel da escola, os directores das turmas dos miudos que sairam (só um morreu mas muitos assistiram) e ia tambem, já agora, o ministro se se provar que aqueles estudantes não têm cartão de controlo magnetico!
Naquela escola (e em muitas outras) o porteiro é o homem dos sete instrumentos. Tem de despejar os caixotes, atender o telefone, levar as visitas à secretaria, por a chavalada na ordem e, no meio disso tudo adivinhar quais os meninos que podem e os que não podem sair da escola! Andaram este tempo todo a averiguar se , no meio de tantos afazeres, haveria meio de provar que ele andava a fazer algum recadinho a alguém. Como o coitado não tem meio de o provar, está então o culpado encontrado. A escola já nada tem a ver com o facto de ignorar as queixas dos pais do miúdo recorrentemente agredido. O culpado é o mordomo, desculpem , o porteiro pois, estaria ausente do portão (sem conseguir provar o que estaria a fazer) pelo que será de imediato condenado e executado!