O líder do CDS-PP apelou ontem à noite ao patriotismo nacional e ao fim de "fações" para ultrapassar a crise.
"Portugal enquanto nação só pode ultrapassar a crise com uma atitude: Não tenhamos espírito de fação, tenhamos uma atitude nacional. Não procuremos grupos ou partidos, sejamos cada um de nós a praticar o patriotismo todos os dias", afirmou o líder popular e ministro dos Negócios Estrangeiros.
"Vamos sair desta situação juntos enquanto nação", sublinhou Paulo Portas.
O líder do CDS-PP e ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros falava num jantar com quase três centenas de militantes em Torres Vedras.
Portugal já deixou de ser comparado à Grécia
O líder do CDS-PP disse que Portugal nos últimos seis meses já mudou a imagem no estrangeiro e que deixou de ser comparado à Grécia.
"Há seis meses era muito frequente; infelizmente para o nosso país, Portugal era associado à Grécia. Hoje é bastante frequente que os líderes mundiais saibam dizer que respeitem o esforço que os portugueses estão a fazer e que as instituições internacionais saibam dizer que Portugal é um caso diferente", afirmou Paulo Portas.
O líder popular frisou que a situação do país "não é comparável a nenhuma outra" e a atitude de Portugal "é honrar as palavra dadas, atingir as metas, antecipar as reformas e fazer tudo o que estiver ao alcance para ter a economia portuguesa a crescer em 2013".
Paulo Portas sublinhou que a sua tarefa passa por "ultrapassar a crise com sucesso e restabelecer a confiança para Portugal ganhar boa reputação" no exterior, fator determinante para que os "credores olhem para Portugal como um caso bem sucedido".
"Estudei nos jesuítas"
Já depois de não ter respondido aos jornalistas se era da maçonaria à entrada para o jantar, Paulo Portas referiu no final do discurso: "não falei da maçonaria, porque estudei nos jesuítas".