Pombos levam telemóveis para dentro de penitenciária no Brasil
Na penitenciária de Pirajuí, estado de São Paulo, no Brasil, os guardas prisionais têm um novo alvo para vigiar. Depois de terem sido surpreendidos com vários pombos transportando telemóveis para dentro da prisão, a ordem agora é a de "caça ao pombo", o que tem sido cumprido com zelo.
Só em maio foram encontradas quatro aves com uma espécie de mini-mochilas amarradas ao corpo, onde os telefones são colocados. Num dos casos, o pombo, que transportava um telemóvel com bateria e chip, bateu no vidro de uma janela.
Outra ave, com dificuldades para voar, acabou apanhada. Também foram encontrados dois pombos cujas mini-mochilas traziam apenas barras de sabão, o que sugere que as aves podiam estar a ser treinadas.
"Acredito que as aves não são pombos-correio", disse o comandante da esquadra de Pirajuí, César Ricardo do Nascimento. Uma vez que a penitenciária abriga vários ninhos de pombos, nos telhados e janelas, o responsável suspeita que alguém exterior à prisão alimente as aves e assim consiga segurá-las e amarrar os telemóveis. Ao voltarem para os ninhos, as aves fazem naturalmente o transporte dos telefones.
Inaugurada em 1978, a penitenciária, conhecida como P1, tem capacidade para 500 presos, mas atualmente abriga quase o triplo de pessoas em cumprimento de pena.


