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UGT alerta PS: reforma da Segurança Social não pode ser feita "no meio do ruído" de uma campanha eleitoral

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FOTO Marcos Borga

Carlos Silva, secretário-geral da UGT, falava no final de uma reunião com o líder socialista António Costa e com Mário Centeno, que coordenou o grupo de trabalho de economistas que preparou para os socialistas o cenário macroeconómico intitulado "Uma década para Portugal". O dirigente disse acreditar na "boa-fé" do conjunto de propostas.

A UGT deixou "alertas" ao PS sobre o seu cenário macroeconómico, designadamente em matéria de legislação laboral, e advertiu que a reforma da Segurança Social não pode ser feita com o ruído de uma campanha eleitoral.

Carlos Silva, secretário-geral da UGT, falava no final de uma reunião com o secretário-geral do PS, António Costa, e com Mário Centeno, que coordenou o grupo de trabalho de economistas que preparou para os socialistas o cenário macroeconómico intitulado "Uma década para Portugal".

"Não se pode fazer uma reforma da Segurança Social no meio do ruído de uma campanha eleitoral. A última reforma, em 2008, foi construída num amplo consenso entre os parceiros sociais, que não entram na vida político-partidária", disse Carlos Silva.

O secretário-geral da UGT elogiou alguns aspetos da proposta constante no cenário macroeconómico do PS para a redução progressiva e temporária da taxa social única (TSU) dos trabalhadores e dos empregadores, designadamente por proporcionar maior poder de compra às famílias, mas manifestou-se também apreensivo com "a volatilidade" prevista para compensar financeiramente a previsível perda de receita do sistema público de Segurança Social.

"Deixámos aqui alguns alertas em relação a algumas matérias. Esta central sindical, apesar de optar pela moderação e de privilegiar o diálogo, não pode deixar de suscitar algumas preocupações, desde logo em relação ao mercado de trabalho", disse.

Carlos Silva afirmou acreditar na "boa-fé" do conjunto de propostas preparadas pelo grupo de economistas do PS em matéria de combate à precariedade laboral, mas advertiu que "não se pode abrir a porta às empresas para vançarem para despedimentos.