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Sondagem. PSD e CDS coligados conseguem empate técnico com o PS

Se a direita se separar, o PS ganha. Mas se PSD/CDS forem juntos, ficam taco a taco com os socialistas em mandatos.

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

FOTO ALBERTO FRIAS

Se há alguém que pode ficar satisfeito com o resultado desta sondagem, feita pela Eurosondagem para o Expresso e para a SIC, é Paulo Portas.

Este estudo mostra, como nenhum outro, como se justifica que PSD/CDS avancem coligados nas legislativas de setembro/outubro, um acordo que o líder centrista queria que há muito já estivesse assinado.

Os números deste trabalho comparativo entre os dois cenários, com e sem coligação de direita,  revelam que Passos Coelho e Paulo Portas, juntos, ficam em melhores condições para fazer frente a António Costa do que ficariam se fossem separados.

Nas intenções de voto é verdade que o PS fica à frente (2,5 pontos percentuais), mas nas contas da distribuição de mandatos, e fazendo a média entre o mínimo e o máximo, há praticamente um empate técnico - PSD e CDS conseguem 100 mandatos e o PS fica com 102.

E sem coligação? Olhando para essa hipótese, ou seja, se cada um seguisse um caminho próprio, o PS levava a melhor. No frente a frente com o PSD, os socialistas têm mais nove pontos e ficavam com mais 20 lugares na Assembleia da República (82 mandatos para o PSD, face a 102 do PS). O CDS garantia 15 lugares.

Conclusão: se PSD e CDS forem separados, desperdiçam votos. Se se juntarem, aproveitam.