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"Sócrates quer ajudar país a ser livre"

Guilherme Pinto e José Sócrates na abertura oficial da 8ª edição do Festival LeV - Literatura em Viagem, que decorreu entre 9 e 11 de maio, na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, em Matosinhos

Rui Duarte Silva

O autarca de Matosinhos visitou este domingo José Sócrates no Estabelecimento Prisional de Évora, classificando de "cobardes" aqueles que mantêm o ex-primeiro ministro preso. "Um dia ele vai prestar mais um serviço ao país, que é ajudar a fazer a reforma na justiça", afirmou. 

O presidente da Câmara de Matosinhos visitou hoje José Sócrates no Estabelecimento Prisional de Évora e disse tê-lo encontrado com o "espírito de quem tem mais um serviço a prestar a Portugal", ajudar a que seja "um país livre".



Guilherme Pinto, eleito nas últimas autárquicas como independente, esteve acompanhado pelo presidente da concelhia socialista de Santo Tirso, Castro Fernandes.

Indicando ter visitado José Sócrates por "amizade", o presidente do município de Matosinhos disser ter encontrado o antigo primeiro-ministro "com a força habitual, aquela força que tantos lhe invejam e com muita mais força do que a daqueles que o odeiam" e [dos] "cobardes" que o mantém na prisão.

"Se aquilo que aparece na comunicação social em resultado das fugas ao segredo de justiça é tudo o que têm contra o engenheiro José Sócrates não têm rigorosamente nada e temos preso um inocente. Um dia destes ele vai prestar mais um serviço ao país, que é ajudar a fazer a reforma na justiça", acrescentou.

Se, insistiu, "as notícias que vêm a público e que são o resultado do segredo de justiça são um o processo que lhe montaram não tem pés nem cabeça, não tem ponta por onde se lhe pegue".

Quanto ao alegado crime de fuga do segredo de justiça, Guilherme Pinto questionou "quando é que tem resultados, se alguém vai ser culpado desse crime e quem assume a responsabilidade".

O autarca de Matosinhos disse, ainda, ter a "convicção" da inocência de José Sócrates.

A 21 de novembro, o antigo líder do PS foi detido e, após interrogatório judicial, ficou em prisão preventiva, por o juiz considerar existir perigo de fuga e de perturbação da recolha e da conservação da prova.

Está indiciado dos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada num processo que envolve outros arguidos, incluindo o empresário e seu amigo Carlos Santos Silva, também em prisão preventiva.