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Seguro quer que portugueses voltem a acreditar na política

António José Seguro após o seu discurso no encerramento da sessão conjunta do LIPP

Paulo Cunha/Lusa

António José Seguro quer que o país volte a confiar nos políticos, depois da "desilusão".

O secretário-geral do PS, António José Seguro afirmou hoje em Coimbra que os socialistas querem que os portugueses voltem a "acreditar na política" e "nos políticos", não com palavras, mas com atos.

O líder do PS falava no encerramento da primeira sessão conjunta dos grupos de trabalho do Laboratório de Ideias e Propostas para Portugal (LIPP), que decorreu na Escola Básica e Secundária da Quinta das Flores, em Coimbra.

"A manifestação que houve em setembro do ano passado não foi só uma manifestação contra o governo, sabemos que foi essencialmente contra a política do governo e contra a TSU [Taxa Social Única], mas também foi uma manifestação de desilusão de milhares e milhares de portugueses, em relação aos partidos políticos, em relação à forma como se faz política em Portugal", sustentou.

Para António José Seguro é preciso "entender isso" e "dar razão aos portugueses, para voltarem a acreditar na política, nos políticos, mas não com palavras, com atos, com uma nova forma" de relacionamento com eles.

"Nunca prometer aquilo que sabemos, de antemão, que não podemos cumprir"

"É por isso", sublinhou, que a alternativa proposta pelo PS "não é só uma questão de políticas, não é só uma questão de medidas, é também uma questão de atitude, é também uma questão de postura e é, essencialmente, uma questão de cultura democrática e de ética no exercício do poder".

Essa cultura e essa ética exigem "cumprir o que se promete e ter a humildade de dizer sempre a verdade e de nunca prometer aquilo que sabemos, de antemão, que não podemos cumprir", defendeu o líder socialista.

A primeira sessão conjunta dos grupos de trabalho do LIPP, que decorreu durante todo o dia, dedicou a manhã a reuniões especializadas de diversas áreas, tendo a tarde sido ocupada com um plenário em que foram debatidas questões relacionadas com o crescimento económico e o emprego, com o combate às desigualdades sociais e com a boa governação, em que participaram, designadamente, o economista João Ferreira do Amaral e o sociólogo Miguel Cabrita.

"Mais de cinco mil pessoas já colaboraram com o LIPP", distribuídas por sessões distritais e cinco conferências alargadas, referiu, na sua intervenção, António José Seguro.

O conselho coordenador do LIPP é constituído por Alfredo Bruto da Costa, Francisco Assis, Gustavo Cardoso, Helena Freitas, João Cardoso Rosas, Júlio Pedrosa, Maria João Rodrigues, Rui Grilo e Sara Medina.