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Seguro diz que se demite se tiver de aumentar impostos, Costa não se compromete

FOTO MARCOS BORGA

Já acabou o primeiro debate de uma série de três entre os candidatos à liderança do PS, que decorreu na TVI. Ambos garantem que pretendem maioria absoluta nas legislativas. Recorde o minuto a minuto.

- "Eu posso garantir aos portugueses que não aumentarei a carga fiscal", "nem o IRS nem o IRC e baixarei o IVA da restauração" para a taxa intermédia de 13%, afirmou António José Seguro. "Não quer dizer que não possa fazer ajustamentos para haver maior equidade fiscal", acrescentou.

O atual líder do PS disse ainda que não irá fazer como o atual Governo e que se chegar depois à conclusão que não é possível não aumentar os impostos, irá apresentar a demissão. 

"Todos gostaríamos de baixar os impostos, mas é preciso condições para o fazer", afirmou por seu turno Costa, que não precisou que decisão tenciona tomar em matéria fiscal, a um ano das eleições legislativas, por haver "diversas variáveis", nomeadamente a conjuntura externa. "Nós devemos ser prudentes neste momento (...) Devemos ainda aguardar com serenidade", afirmou.

 

- Tanto Seguro como Costa mostraram-se favoráveis a apoiar a candidatura de António Guterres às presidenciais. Ambos os candidatos dizem que vão lutar por uma maioria absoluta. Seguro diz que que não fará acordos com quem pretenda desmantelar o Estado Social e privatizar a TAP. Que essa será a "linha vermelha" que se recusará a atravessar para formar Governo.

 

- "A maior parte da população portuguesa está descontente com a política e com a forma como se faz política em Portugal", referiu António José Seguro, em resposta à pergunta de Judite de Sousa em relação aos resultados eleitorais do PS terem ficado abaixo das expetativas, tendo em conta os efeitos da austeridade.

"Não conseguimos canalizar a desilusão com o sistema político", disse Seguro, considerando que os eleitores também responsabilizam o seu partido pela situação. "Nós não podemos meter a cabeça na areia - temos de assumir essa responsabilidade", acrescentou Seguro. 

"Um dos erros que a atual direção do PS cometeu foi nunca ter resolvido os seus problemas com o passado", disse, por sua vez, António Costa. "A razão principal pela qual o PS foi penalizado nestas europeias foi por não ter conseguido afirmar um discurso alternativo ao Governo.".

António Costa à chegada ao debate

António Costa à chegada ao debate

FOTO MARCOS BORGA

Costa afirmou que o PS nunca se deveria ter abstido na votação do Orçamento de Estado para 2012, uma vez que o Governo introduziu aí "medidas que iam além do memorando de entendimento". 

Seguro respondeu acusando Costa de ter feito ziguezague político ao ter defendido na altura, no programa "Quadratura do Círculo", que o partido se devia abster, enquanto defendeu na Comissão Política do partido que se devia votar contra.  

 

- António José Seguro começou o frente-a-frente acusando António Costa de "deslealdade e traição", por ter avançado para a liderança do PS após duas vitórias do partido.

Costa respondeu que avançou por considerar que o resultado das eleições europeias foi "insuficiente para o PS e negativo para o país". "Governar Portugal nas circunstâncias em que está é de uma enorme responsabilidade, não é um prémio", acrescentou, mais adiante.

"Mas porque é que tu não te candidataste há 3 anos?", respondeu Seguro, afirmando que o seu adversário procura fugir à questão por esta lhe ser incómoda.

"Para Passos Coelho e Paulo Portas, o que tu fizeste ao PS foi um presente", afirmou Seguro.