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Sarmento. Direita perde as presidenciais se não apresentar candidato único

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Morais Sarmento recusa revelar quem é o seu candidato de eleição

FOTO TIAGO MIRANDA

O ex-ministro do PSD é perentório: Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio devem acordar quem avança para a corrida a Belém. Em declarações à Renascença, volta a defender que o anúncio deverá ser feito até junho.

Nuno Morais Sarmento recusa revelar quem é o candidato presidencial que contará com a sua preferência, mas garante que a direita só poderá ganhar as eleições com um único candidato a Belém - Marcelo Rebelo de Sousa ou Rio Rio.



"É isto que a direita tem que perceber. Ou tem um candidato forte e único ou é melhor começar a pensar nas eleições presidenciais seguintes", afirmou o antigo ministro da Presidência esta segunda-feira, em declarações ao programa "Falar Claro", na Rádio Renascença.



Para Sarmento, o calendário acaba por ser secundário, sendo que "se a direita tiver a inteligência de apresentar um candidato pode ganhar as eleições à primeira volta. Se o não fizer, vai perder as eleições à segunda volta".



Relativamente aos dois nomes que têm sido avançados, Morais Sarmento defende que deverá haver um consenso entre eles, sendo esse, na sua opinião, o cenário mais provável e com mais sentido. "Têm que se entender, conversar, falar. Só pode haver um candidato. Eles conhecem-se, entendem-se. Se um avançar, não avançará o outro ", insiste.



Questionado sobre o seu candidato de eleição, o antigo ministro do PSD recusa emitir para já opiniões, não confirmando o seu apoio a Rui Rio. "O meu preferido será aquele que apresentar uma candidatura que diga ao que vem e que servir melhor aquele que será o interesse dos portugueses", afirmou. Embora admita que Santana Lopes também possa querer entrar na  corrida eleitoral, Sarmento defende que uma candidatura de Paulo Portas "não faz sentido".



Tal como já tinha manifestado em ocasiões anteriores, como na quinta-feira passada no seu espaço de comentário na RTP, o social-democrata considera vital que a direita anuncie o seu candidato presidencial entre abril e maio, evitando assim a confusão pós-legislativas, em outubro - o que constituirá um inversão na sua estratégia inicial.



"A própria direção do PSD pronunciou-se, inicialmente, que se devia tratar do tema depois das legislativas. Fizeram asneira, nesse momento. E por uma razão tática. Para evitar uma candidatura de Pedro Santana Lopes", explica.



Mas, prossegue o social-democrata, "se alguém quiser apresentar uma candidatura com um projeto sério, para lá do apoio dos partidos, tem que o fazer antes do ruído se instalar. Ou seja, em abril/maio."