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Santana Lopes sobre Paulo Portas. Candidatura a Belém "é hipótese realista"

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Luís Barra

"Há quem fique enervado com a verdade", disse esta noite o comentador da SIC Notícias. A candidatura do líder do CDS-PP é também admitida por António Vitorino, para quem Guterres é "o candidato consensual do PS".

Santana Lopes voltou esta noite a falar da eventual candidatura de Paulo Portas às presidenciais dizendo ter "a certeza absoluta que esta é uma possibilidade".

Começando por dizer que "há quem fique enervado com a verdade", o comentador da SIC Notícias garantiu falar "no que sei e não no que dá gosto", para reafirmar que acredita que o líder do CDS-PP "pode vir a ser candidato a Presidente da República".

"Quero que seja? Não, isso é com ele, mas esta é uma hipóteses realista", concluiu.

No habitual espaço de debate entre os dois comentadores, também António Vitorino se pronunciou sobre o tema, concordando com Pedro Santana Lopes. "Não creio que possa ser o candidato da coligação", disse, "mas Paulo Portas é mais que o CDS-PP e pode vir a ser o candidato da sobrevivência do partido", acrescentou.

Sobre a presença de Sampaio da Nóvoa na corrida a Belém, António Vitorino considerou que "esta é uma candidatura que divide mais a direitado que a esquerda".

"Do ponto de vista do PS há um candidato consensual", defendeu, numa referência a António Guterres, "que não disse que não é candidato".

"Não acredito que esteja fora das presidenciais", frisou, por sua vez, Santana Lopes.

Quanto à hipótese de os partidos da maioria se apresentarem juntos nas próximas legislativas, António Viitorino considerou que as duas forças "estão condenadas à coligação". "Pode não ser um casamento por amor", brincou, "mas estão condenados porque isso potencia a criação de um elã eleitoral que compense o habitual desgaste da governação".

Para Santana Lopes "a coligação só faz sentido se for para lutar pela maioria absoluta". Para ela não se concretizar, argumentou, "tinha de haver do lado que rompesse uma dinâmica política que agora não existe" e um não entendimento "seria interpretado como um malogro".