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Santana inclui-se a si próprio no perfil traçado por Cavaco para Presidente

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FOTO LUÍS BARRA

Em declarações à Renascença, o ex-primeiro-ministro inclui ainda Guterres e Vitorino - sem excluir Durão Barroso. Mais: considera que Rio e Marcelo não se encaixam no perfil delineado por Cavaco Silva.

Sem modéstias, Pedro Santana Lopes disse esta segunda-feira à Rádio Renascença que se encaixa no perfil que Cavaco Silva traçou para o seu sucessor, no prefácio dos "Roteiros IX".

Depois de o atual chefe de Estado ter defendido que o seu sucessor deveria ter alguma experiência no domínio da política externa e formação, capacidade e disponibilidade para analisar os dossiês relevantes para o país, Santana Lopes considera que se insere no perfil - lembrando as funções que teve enquanto primeiro-ministro e secretário de Estado da Cultura.

"Com experiência a nível da política externa, julgo que dos nomes falados até aqui só António Guterres, António Vitorino e, à direita - sem modéstia -, eu próprio, pelas funções de primeiro-ministro e outras como secretário de Estado da Cultura - estive cinco anos no Conselho de Cultura." 

Por outro lado, Santana Lopes exclui alguns nomes falados para a corrida eleitoral. "Se fosse Cavaco Silva a escolher, alguns estariam eliminados à partida. Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio, Sampaio da Nóvoa, Carvalho da Silva", afirmou o ex-primeiro ministro nas declarações à Renascença.

Segundo Santana Lopes, "curiosamente Cavaco Silva exclui, pelas suas características, o seu conselheiro de Estado Marcelo Rebelo de Sousa, por si nomeado, e também Rui Rio".

Questionado sobre se Durão Barroso não poderá também estar incluído no perfil de eleição de Cavaco, Santana Lopes admitiu que sim. "Eventualmente pode. Durão Barroso afastou-se ele próprio, não tem sido um nome muito falado. Foi falado como mera hipótese, uma hipótese secundária. Ele próprio afastou-se, mas obviamente que características ele tem", sublinhou.      

No prefácio intitulado "Diplomacia Presidencial", na obra "Roteiros IX", Cavaco Silva garantiu que tentou unir esforços durante o programa de ajuda externa no sentido de convencer os parceiros e investidores das necessidades e da credibilidade do país. No perfil descrito para substituí-lo no cargo em Belém, o Presidente da República defende a importância de um governante com experiência a nível externo.