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Sampaio da Nóvoa. "Não é sério dizermos que somos candidatos em outubro"

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Sampaio da Nóvoa devará apresentar a sua candidatura até ao final deste mês

Luís Barra

Sobre as candidaturas às eleições presidenciais, o antigo reitor da Universidade de Lisboa defende que o "momento de brincar ao esconde-esconde tem de acabar" e que é preciso que "as pessoas afirmem as suas decisões".

Numa entrevista ao "Jornal de Notícias" publicada este sábado, António Sampaio da Nóvoa defendeu ser necessário que os candidatos às eleições presidenciais afirmem as suas decisões. "Não é sério dizermos que somos candidatos em outubro para umas eleições que acontecem dois meses depois."

O antigo reitor da Universidade de Lisboa deverá anunciar a sua candidatura à Presidência da República ainda este mês, como avançou o Expresso na edição deste fim de semana

"Tenho assistido com algum desconforto ao turbilhão das últimas semanas", disse ao "Jornal de Notícias". "Tem havido banalização, até uma certa ridicularização de um momento que é decisivo para os portugueses."

"O momento de brincar ao esconde-esconde tem de acabar, é preciso que as pessoas afirmem as suas decisões, as suas ideias para o país."

Questionado sobre se o ideal seria ter o apoio do PS e do PSD, o antigo reitor responde que 45% das pessoas se abstêm de votar. "O apoio dessas pessoas é absolutamente decisivo."

Sampaio da Nóvoa confessou ainda que a sua principal referência é Ramalho Eanes, "pela sua independência e despojamento". "Quem gosta muito de dinheiro deve afastar-se da política. Eanes deixou essa marca. Mas a marca de Mário Soares e Jorge Sampaio também é importante."