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Responsabilidade e disciplina: como desagravar os portugueses, segundo Maria Luís

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FOTO TIAGO MIRANDA

Ministra das Finanças foi ao Parlamento defender e explicar o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas. Sustentou que apesar dos progressos alcançados, isso "não afasta os desafios que temos pela frente". "Devemos encarar com a mesma determinação e evitar que uma crise desta dimensão jamais se repita."

Maria Luís Albuquerque afirmou esta quarta-feira no parlamento que o país prosseguirá em 2015 o caminho de recuperação económica, sublinhando que haverá um "desagravamento gradual" dos sacrifícios impostos aos portugueses. Mas alerta que continuará a haver desafios importantes pela frente, como a disciplina orçamental.

"O ano de 2015 marca o início de um novo ciclo para Portugal, pela aceleração do crescimento económico e melhoria do emprego. A conclusão do programa de  ajustamento, conseguido com o esforço dos portugueses, foi confirmado pelos resultados das finanças públicas, reforço da estabilidade financeira e competitividade da economia", declarou a ministra das Finanças durante a sua intervenção inicial no Parlamento sobre o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas.

Segundo Maria Luís, apesar dos progressos alcançados, isso "não afasta os desafios que temos pela frente e que devemos encarar com a mesma determinação e evitar que uma crise desta dimensão jamais se repita", assegurando que essa preocupação está na base do programa de reformas e de estabilidade.



A governante sublinhou ainda que o Executivo se compromete a cumprir um défice inferior a 3% do PIB, o que permitirá ao país usufruir de alguma flexibilidade orçamental.

"Estes resultados demonstram o sucesso das políticas dos últimos anos, após a bancarrota iminente. Mantendo a situação de responsabilidade, haverá um desagravamento gradual dos sacrifícios dos portugueses, mas com a necessária continuidade da disciplina orçamental", acrescentou.

Maria Luís Albuquerque sublinhou ainda que as previsões do Executivo apontam para um crescimento de 1,5% do PIB este ano, que deverá acelerar para 2% em 2016 e para 2,4% em 2017, devendo manter-se nesses níveis em 2018 e 2019



Relativamente ao desemprego, as estimativas do Governo antecipam uma taxa de 13,2% em 2015, que deverá evoluir até 12,1% em 2019.

Sustentando que tal como a UE defende, a maioria dos países, incluindo Portugal, precisam de conseguir alcançar um crescimento económico "robusto", que só pode ser conseguido através de reformas estruturais, com destaque para a recuperação do investimento.

"Este novo ciclo caracteriza-se por uma nova confiança, mas também novos desafios, diferentes daqueles que caracterizaram os últimos quatro anos", concluiu.