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Relação mantém amigo de Sócrates em prisão preventiva

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Carlos Santos Silva (à direita, de camisola azul), viu o seu recurso ser considerado improcedente pelo Tribunal da Relação de Lisboa

Tribunal da Relação de Lisboa considerou esta quarta-feira que recurso apresentado por Carlos Santos Silva é improcedente.

Um dia depois de não ter dado razão a José Sócrates, o Tribunal da Relação de Lisboa tomou uma decisão no mesmo sentido em relação a Carlos Santos Silva, o amigo do ex-primeiro-ministro e empresário da construção civil e obras públicas que, tal como ele, se encontra em prisão preventiva há mais de três meses. Ambos estão indiciados por corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais na Operação Marquês.

De acordo com o presidente da Relação de Lisboa, Vaz das Neves, um coletivo de juiz considerou esta quarta-feira que a medida de coação aplicada pelo juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, é adequada.

A partir deste momento, e tal como acontece com Sócrates, Carlos Santos Silva passa a ter apenas duas hipóteses para conseguir sair da cadeia anexa à sede da Polícia Judiciária em Lisboa: ou recorre para o Tribunal Constitucional, que não tem prazos para decidir se eventualmente poderá estar em causa alguma inconstitucionalidade no despacho de prisão preventiva decretado pelo juiz de instrução; ou então espera pela primeira oportunidade para pedir a reavaliação da medida de coação. O que depende de Carlos Alexandre.

O Ministério Público e o Tribunal Central de Instrução Criminal podem manter Santos Silva e o ex-primeiro-ministro em prisão preventiva durante o prazo máximo de um ano, se esse for o tempo que o procurador Rosário Teixeira levar a concluir a investigação do caso.