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PSD: revisão constitucional não, audição do Parlamento talvez

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Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD

Marcos Borga

O PSD não quer a revisão constitucional que o PS propõe, mas abre a porta à discussão da proposta para integrar a AR na nomeação do governador do Banco de Portugal.

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

O PSD não considera "adequado", a seis meses do fim da legislatura, abrir um processo de revisão constitucional "cirúrgico", como pediu o PS, para alterar a fórmula de designação do governador do Banco de Portugal, mas mostra-se disposto a estudar a proposta legislativa para permitir a audição da Assembleia da República antes da sua nomeação.

De acordo com o texto da carta a que o Expresso teve acesso, o líder parlamentar do PSD diz que "um processo de revisão constitucional com vista a uma alteração tão pontual, a ser ponderada, deve abrir-se em conjunto com outros processos de designação de igual ou semelhante relevância".

Ontem, na carta que Ferro Rodrigues enviou a todos os líderes parlamentares, o líder parlamentar socialista propunha a revisão com vista a que fosse o PR a nomear o governador, sob proposta do Governo e após audição da AR, mas também anunciava que o PS apresentaria uma iniciativa para pelo menos envolver a AR nessa designação.

É esta proposta que o PSD está aparentemente disposto a analisar. "Quero manifestar de forma transparente e leal a nossa disponibilidade para nesta como noutras matérias encontrarmos as melhores soluções legislativas, pelo que não deixaremos de considerar a parte sobrante da vossa iniciativa", escreve Luís Montenegro.

Segundo o líder parlamentar do PSD, existem outros temas suscetíveis de relevo constitucional ou de "relevante interesse para o país", em cuja reflexão e debate o seu partido está disposto a empenhar-se.