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Política

PSD Madeira dispensa apoio de Passos Coelho

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FOTO Octávio Passos

A campanha eleitoral das regionais de 29 de março arranca este domingo e promete contenção nos gastos.

Marta Caires

Jornalista

os e sem Passos Coelho, os sociais-democratas reduziram a 35% o orçamento que, dos dois milhões nas regionais de 2011, passou a 700 mil euros este ano e a ideia é gastar ainda menos. A agenda inclui duas arruadas, muitos jantares comício e uma caravana de volta à ilha a fechar a campanha. Albuquerque está confiante, "a maioria absoluta é possível". Os trunfos são a simpatia e a lista de candidatos renovada a tentar passar a mensagem que este é outro PSD e diferente do de Alberto João Jardim. 

Facto que, em todas as oportunidades, a oposição faz questão de explicar: o PSD é o mesmo partido que trouxe a Madeira à situação de aperto que se vive. Os partidos da oposição também não têm medo dos apoios nacionais. No PS a presença de António Costa no arranque, este domingo, tem sido sublinhada. O líder dos socialistas estará ao lado da coligação Mudança (PS, PTP, PAN e MPT). Victor Freitas, o presidente do PS-Madeira, é a cara da coligação e propõe-se renegociar a dívida, o nível dos impostos e o desemprego.

"As pessoas estão em desespero, já acabou o subsídio de desemprego, já acabou o subsídio social de desemprego", explica Freitas. Na rua, enquanto se distribuem esferográficas e panfletos, as reações são frias ou exaltadas perante os políticos, até para o Juntos Pelo Povo, partido acabado de formar e liderado por Élvio Sousa. Com origem em Santa Cruz, o concelho mais populoso a seguir ao Funchal, a inexperiência pode ser uma vantagem eleitoral. O até agora movimento de cidadãos tem a câmara e se mantiver a votação pode eleger dois ou três deputados. 

O partido já desmentiu rumores que falam num acordo pré-eleitoral com Albuquerque no caso de o PSD não ter maioria absoluta. O que, a ser verdade, colocaria o CDS fora da equação. Os centristas partem para estas eleições antecipadas como o maior partido da oposição (tinham nove deputados na Assembleia) e nunca esconderam a disponibilidade para alianças pós-eleitorais. José Manuel Rodrigues, o líder do CDS-Madeira, passou a última semana em contactos nas Canárias e, para a campanha, terá Paulo Portas, que virá à Madeira. 

Jerónimo Sousa também não esqueceu as eleições regionais e veio ao jantar comício da CDU. O descontentamento é favorável aos comunistas, mas Edgar Silva, o cabeça de lista, ainda não sabe se se traduzirá em votos na oposição ou na subida da abstenção. À esquerda, a possibilidade de o Bloco de Esquerda regressar ao Parlamento regional existe e os dirigentes nacionais vão rodar durante as próximas duas semanas. Marisa Matias já esteve, Francisco Louçã, Catarina Martins e Pedro Filipe Soares estão na agenda. 

A política na Madeira não se esgota nos partidos tradicionais e o boletim de voto das regionais tem 11 candidaturas, entre os quais o MAS, que candidata João Luís Fernandes, vendedor ambulante de meias, a presidente do Governo. O slogan é "sem meias medidas" e, entre as ações de campanha, já houve distribuição de carcaças só para mostrar que o preço do pão é mais alto na Madeira do que no continente. Uma outra proposta foi da Plataforma de Cidadãos, coligação do PPM e PDA, que anunciou um governo de salvação e quer Alberto João Jardim como presidente da Região.