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PSD e PS trocam acusações com olhos nas eleições

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Duarte Pacheco diz que com o atual Governo o país conseguiu ultrapassar o "Cabo das Tormentas" passando para o "Cabo da Boa Esperança", e apelou aos portugueses para não darem ouvidos ao "Velho do Restelo" em referência ao PS. Vieira da Silva acusou por seu turno o Governo de "falhanço" e de "falta de credibilidade". 

Ainda faltam cerca de cinco meses para as legislativas, mas a campanha já arrancou e as trocas de acusações entre os partidos sucedem-se. Esta quarta-feira, o deputado do PSD Duarte Pacheco afirmou no Parlamento - que debateu o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas - que o partido socialista "vende ilusões" aos portugueses.  

"Os socialistas caviar estão a prometer tudo. Depois de causarem o resgate, apresentam uma proposta que diz antes um rol de promessas a serem concretizadas antes de junho próximo. Espantosos, senhores deputados", disse Duarte Pacheco.

Ainda que reconheça que o país se mantém confrontado com sérios problemas económicos, o deputado social-democrata elogiou os progressos alcançados pelo atual Governo.

"O nível de desemprego é elevado, ainda há problemas económicos graves, mas não é vendendo ilusões que eles são superados. O cabo das tormentas já foi ultrapassado e transformou-se em Cabo da Boa Esperança", declarou Duarte Pacheco, apelando aos portugueses para não ouvirem o "Velho do Restelo", referindo-se ao PS.



O social-democrata mostrou-se ainda confiante de que os portugueses saberão reconhecer as propostas do Executivo. "Com a sustentável estratégia de progresso, pode o Governo contar com o apoio desta maioria parlamentar e penso que poderá contar com o apoio dos portugueses", acrescentou.



Já o vice-presidente bancada socialista, Vieira da Silva, criticou aquela que considera ser uma "encenação" do primeiro-ministro, que só tem reiterado nos últimos tempos promessas eleitorais. "É uma mítica encarnação de Passos Coelho antes dos votos, sem cortes nos salários e pensões, com garantias de que Portugal irá recuperar", afirmou Vieira da Silva.



O socialista invocou um documento estratégico apresentado pelo primeiro-ministro em 2012 para indicar as discrepâncias entre as estimativas apresentadas. "Em 2012, estimava que a retoma se iniciaria em 2013 e que o PIB rondaria em 2015 183 mil milhões de euros. Hoje, as previsões do mesmo Governo e da maioria fixam-se nos 170 mil milhões de euros, menos 1 3 mil milhões, menos 7% do PIB", disse.

Quanto ao emprego, prometeram um "volume de 4,8 milhões em 2015 e hoje a estimativa do mesmo Governo e do mesmo primeiro-ministro é de 4,5 milhões de euros no mesmo ano, menos 300 mil empregos do que o objetivo do nosso Governo. Esta é  a dimensão do seu falhanço e da falta de credibilidade deste Governo", rematou.