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PSD e CDS apontam o dedo ao PS. Passos diz que "não promete o céu a ninguém"

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"Os portugueses sabem com o que contam", afirmou Passos Coelho

FOTO MARCOS BORGA

"O fim da austeridade já está em curso mas convém não esquecer onde é que foi o ínicio", declarou Luís Montenegro. Já o primeiro-ministro garante que concluirá o mandato "sem prometer o céu a ninguém".

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, afirmou esta sexta-feira no Parlamento que a austeridade não começou com este Governo mas com o anterior Executivo socialista, devido a erros do passado.

"O PS apareceu neste debate muito atrapalhado e ziguezagueante. O fim da austeridade já está em curso mas convém não esquecer onde é que foi o ínicio", declarou Luís Montenegro.

O social-democrata disse que o "país vai crescer em quatro anos mais do que em doze ou treze de Governo do Partido Socialista." "É fácil assobiar para o lado quando se fala de sustentabilidade de Segurança Social. É preciso explicar como é que tudo isso se paga", afirmou Montenegro, acrescentando que a eliminação do quarto e quinto escalões do abono de família foi uma decisão do PS.

Também o líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, saiu em defesa do Governo de coligação, enunciando alguns progressos nos últimos quatro anos.   

"Hoje, depois de quatro anos, não temos troika, não temos défice excessivo. Foi porque cumprimos que podemos agora ter alguma flexibilidade", realçou. 

Passos. Caminho é "suficientemente realista"

Na resposta às duas intervenções, Passos Coelho garantiu que o caminho do Governo é "suficientemente realista", voltando a apelar às propostas do PS para o país.

"Aguardamos pela varinha mágica do PS, mantemos a expectativa. Hoje nós temos margens de liberdade e estamos a usá-la com a responsabilidade", assegurou.

"Os portugueses sabem com o que contam. Concluíremos o nosso mandato sem estar a prometer o céu a ninguém, mas estamos a construir tudo com mais liberdade, um caminho que penso que o país aspira."