Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

PSD e CDS aplaudem discurso de Cavaco

  • 333

FOTO TIAGO MIRANDA

Os partidos da coligação governamental dizem estar de acordo com as prioridades nacionais defendidas pelo Presidente da República. E reiteram apelo ao consenso político.

Para o deputado do PSD José Matos Correia, o discurso de Cavaco Silva na sessão solene do 25 de Abril está em linha com a visão do Executivo - de que o país hoje está melhor -, lamentando também o facto de não ser possível alcançar consenso com PS.

 

"O Presidente da República falou nos progressos importantes, mas não deixou de se referir aos desafios e a uma série de consensos e compromissos que infelizmente não foram possíveis nos últimos anos", declarou José Matos Correia.

O social democrata observou nas palavras do Presidente da República as prioridades políticas do atual Executivo como a natalidade - que o partido colocou na agenda no último ano - o combate à corrupção, a sustentabilidade da Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde.

Em antecipação às eleições Presidenciais, José Matos Correia defendeu que o próximo Chefe de Estado deverá ser igualmente a favor de consensos e compromissos. "Portugal ainda tem desafios pela frente e sem consenso isso será impossível", alertou.



Garantindo que o PSD tem sido "contudente" nos apelos à necessidade de consensos para questões fundamentais para o país, o deputado do PSD disse esperar que o PS saiba assumir responsabilidades no futuro.



"Infelizmente por razões puramente eleitorais o PS tem-se escusado a consensos mesmo em áreas estratégicas como a sustentabilidade de Segurança Social", realçou.

Já o deputado do CDS, Filipe Lobo d'Ávila, negou que o discurso de Cavaco Silva tenha sido uma "colagem" do discurso do Governo, sustentando que o Presidente da República foi "realista" quanto ao esforço do Executivo nos últimos anos e à necessidade de consenso.



"Foi um reconhecimento de que o país está melhor e cresce do ponto de vista económico e que deve deixar os procedimentos por défice excessivo. Foi também um apelo a uma política de compromissos com todos e não uma politica assente em insultos", assinalou Filipe Lobo d'Ávila.