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Política

PSD diz que revisão constitucional é "extemporânea"

Dada a indefinição do PS, os sociais-democratas dizem, que a revisão não pode ser feita neste momento. Direção do partido garante que não irá apresentar nenhum projeto.

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

Quase 24 horas depois da apresentação do projeto de revisão constitucional dos deputados do PSD eleitos pela Madeira, a direção do partido, pela voz do vice-presidente e deputado José Matos Correia, diz que a discussão é extemporânea porque "não sabemos qual vai ser o futuro do PS".

No Parlamento, e na primeira reação da direção, Matos Correia lembra que para fazer a revisão é necessária uma maioria de dois terços, ou seja, é necessário um acordo com o PS que, nesta altura, é impossível porque "nem sequer sabemos o que pensa do assunto um dos candidatos socialistas". O deputado acrescenta, por isso, que a "bola está do lado do PS".

Quanto ao conteúdo da proposta dos deputados madeirenses, Matos Correia assume que há matérias em que a direção nacional se revê, mas discorda da extinção do Tribunal Constitucional, do fim da fiscalização preventiva, do mandato único de 10 anos do Presidente da República entre outras.

Matos Correia sublinha que o projecto é da exclusiva responsabilidade dos eleitos pela Madeira e que não foi coordenada com a direcção do PSD. Lembrando, no entanto, que tal como o partido tem defendido, a Constituição "carece de uma modernização que a adapte aos dias que vivemos".

Na reação socialista ao projeto madeirense, ontem à noite em Setúbal, António José Seguro acusou o PSD de querer "extinguir" a Constituição da República.