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Precisamos de baixar a TSU "como de pão para a boca"

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FOTO José Sena Goulão/Lusa

"Não é o papão de 2012, que o PS quer agitar". Passos foi ao Conselho Nacional do PSD defender a baixa da TSU para as empresas. Para criar investimento e emprego.

Passos Coelho foi esta terça-feira ao Conselho Nacional do PSD defender uma das medidas mais polémicas que se prepara para levar ao Conselho de Ministros e integrar no plano de reformas que terá que enviar a Bruxelas até ao fim do mês. Antes que alguns conselheiros colocassem dúvidas ao regresso da sigla maldita que infernizou a vida ao Governo em 2012, Passos assumiu a defesa da baixa da TSU, porque "precisamos como de pão para a boca de aumentar o investimento e criar emprego".

"Não é o papão de 2012, que o PS quer agitar", afirmou o primeiro-ministro, garantindo que "é à custa de mais contribuições" (ou seja, na expetativa de que haverá mais emprego) que podemos baixar a TSU, o que, segundo o primeiro-ministro, afasta o risco de, ao baixar-se este imposto, se estar a descapitalizar a segurança social.

O facto de irmos sair dos défices excessivos é o que "nos permite negociar com a Comissão Europeia como baixar" a TSU, enfatizou o PM que, segundo relatos de presentes terá defendido a importância desta redução dos custos do trabalho para as empresas: "Precisamos como de pão para a boca para aumentar o investimento e criar emprego".

O PS foi alvo de ataques do chefe do Governo logo a abrir a reunião. Depois de avisar que continua a ser cedo para falar de coligações com o CDS, o líder do PSD considerou ser impensável governar sem estabilidade ou dependente das imposições do Partido Socialista.

Muito cáustico com o partido de António Costa, Passos Coelho acusou o PS de, no tempo de António José Seguro não querer fazer acordos com o Governo "por ter medo do grupo parlamentar" e agora, na era Costa, de continuar a não fazer querer fazer acordos mas "porque o líder não sabe o que quer".

Assim, concluíu, não é possível esperar nada do maior partido da oposição. Daqui até às eleições acabou a conversa do Bloco Central.