Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

PR não quis comentar dívidas de Passos

  • 333

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, não quis comentar a dívida do primeiro-ministro à Segurança Social, durante uma visita à Unicer

João Coelho/Lusa

Cavaco Silva disse, este sábado, que um Presidente não deve entrar em "lutas político-partidárias".

O Presidente da República escusou-se este sábado a comentar a dívida do primeiro-ministro à Segurança Social, alegando que "um presidente de bom senso deve deixar aos partidos as suas controvérsias político-partidárias que já cheiram a campanha eleitoral".     

"Um Presidente da República de bom senso não deve entrar em lutas político-partidárias e o Presidente da República está acima dos partidos, das polémicas que eles desenvolvem, mas convida-os a resolverem os problemas do país", repetiu por diversas vezes aos jornalistas quando questionado sobre a polémica que envolve Passos Coelho.

Cavaco Silva assinalou que Passos Coelho "deu as explicações que entendia dever dar", escusando-se a comentar porque, disse: "nunca revelo em público as conversas que tenho com o primeiro-ministro".

Afirmando ter "muita experiência para saber distinguir entre aquilo que são jogadas político-partidárias e o que são outras matérias" o chefe de Estado apelou aos partidos políticos que "se concentrem na resolução dos reais problemas do país".

Pediu ainda aos partidos que "evitem crispações de forma a que no pós-eleições existam condições para assegurar a estabilidade política, a governabilidade do país e uma solução governativa que seja consistente e coerente".

"É aí que os partidos devem colocar o seu esforço", frisou o chefe de Estado para quem comentar polémicas político-partidárias "é matéria dos comentadores políticos". "É esse o seu ofício, o seu modo de vida", acrescentou.    

Cavaco Silva falava à margem de uma cerimónia de comemoração dos 125 anos da Unicer que contou também com a presença do ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro.

No sábado passado, o jornal "Público" noticiou que Passos Coelho esteve cinco anos sem pagar contribuições para a Segurança Social, entre 1999 e 2004, o que o primeiro-ministro justificou com a falta de conhecimento dessa obrigação legal, declarando que já pagou entretanto o montante em dívida, apesar de prescrito.