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Portugal manifestou "perplexidade" por acusações de Tsipras

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FOTO MARCOS BORGA

O gabinete do primeiro-ministro confirmou a existência de "contactos através de canais diplomáticos" para demonstrar a "perplexidade" do Governo português perante acusações que classifica de "infundadas" do chefe do governo grego.

O Governo português manifestou a sua perplexidade perante "acusações infundadas" do primeiro-ministro grego através de canais diplomáticos, mas não escreveu qualquer carta de protesto, disse hoje à Lusa fonte do gabinete do primeiro-ministro.



Segundo a mesma fonte, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, não falou nem com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, nem com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, nem lhes endereçou qualquer missiva de protesto sobre as acusações de Alexis Tsipras de que Portugal e Espanha teriam tentado bloquear um acordo no Eurogrupo.



O gabinete do primeiro-ministro confirma, contudo, a existência de "contactos através de canais diplomáticos" para sublinhar a perplexidade do Governo português perante acusações que classifica de infundadas de Alexis Tsipras.



Hoje, fonte do executivo espanhol tinha afirmado que Portugal e Espanha enviaram às presidências da Comissão Europeia e do Conselho Europeu um protesto conjunto contra as declarações de Alexis Tsipras, cuja iniciativa teria partido de Lisboa.



No sábado, numa reunião do comité central do seu partido, Syriza, Tsipras afirmou que, no Eurogrupo, a Grécia se deparou "com um eixo de poderes, liderado pelos governos de Espanha e de Portugal que, por motivos políticos óbvios, tentou levar a Grécia para o abismo durante todas as negociações".



"O seu plano era e é desgastar-nos, derrubar o nosso Governo e levá-lo a uma rendição incondicional antes que o nosso trabalho comece a dar frutos e antes que o exemplo da Grécia afete outros países, principalmente antes das eleições em Espanha", previstas para o final deste ano, acrescentou, citado pela agência espanhola Europa Press.