Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Portugal, Espanha e França marcam cimeira para discutir "interligações energéticas"

Passos Coelho à chegada a Bruxelas, para a Cimeira Europeia

OLIVIER HOSLET/EPA

Encontro está marcado para Madrid. Notícia surgiu no dia em que a Europa deu luz verde a investimentos de €315 mil milhões.

Susana Frexes

Em Bruxelas, os chefes de Estado e de Governo deram o aval ao novo Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, que pretende mobilizar 315 mil milhões de euros até 2017. Para Pedro Passos Coelho, trata-se de "bom primeiro passo para incrementar o regresso do investimento à Europa."

 

No final da reunião, o primeiro-ministro recordou que Portugal já apresentou 113 projetos candidatos a financiamento, mas que tal não é garantia de aprovação. A qualidade dos projetos, a garantia de retorno e o "interesse europeu" vão ser critérios de seleção. Passos diz que, nesse sentido, os projetos relacionados com as interconexões "são claramente projetos que podem ser abrangidos pelo Fundo".

 

Em Bruxelas, e à margfem da reunião, Passos Coelho encontrou-se com o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, e com o Presidente francês, François Hollande, aos quais propôs a realização de uma cimeira tripartida, já em fevereiro. O encontro deverá dar seguimento aos interesses portugueses. Portugal "defende um verdadeiro mercado interno da energia". Mas para isso é preciso um maior nível de interligações que permitam ao país escoar o excedente da produção elétrica.

 

Da cimeira tripartida, que vai realizar-se em Madrid, deverão sair "conclusões concretas", incluindo uma maior cooperação entre os três países. "Admito que possa vir a existir uma apresentação conjunta de projetos", adiantou Passos Coelho. O objetivo do encontro passa também por "influenciar positivamente" o trabalho legislativo da Comissão Europeia que começa em janeiro e deverá ficar concluído até junho.

 

Quanto aos projetos, Passos fala ainda de "um processo o mais competitivo possível", que evite regimes de monopólio. Quanto ao investimento será sobretudo privado, tal como prevê o Plano Juncker. "Não são os Estados que vão realizar estes projetos".